Brasil vence, mas joga mal. Que novas ideias iluminem o Felipão.

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Eu sou muito criticado, principalmente por meus amigos, por não torcer pela Seleção Brasileira. E a maioria dos que me criticam confundem Seleção Brasileira com Pátria! O que mais aflige é que se eu criticasse baseado no nada poderia ser uma série de achismos. E as pessoas tomam isso como uma agressão ao país, como se eu tivesse servindo à Pátria. “Você não é patriota porque não torce pela Seleção Brasileira”, esse é um tipo de pensamento que me irrita e que eu não concordo!

O pensamento da maioria dos brasileiros é que está tudo ótimo, que está tudo lindo porque o Brasil tem 4 vitórias em 4 jogos na Copa das Confederações e que estaria pronto para ganhar a Copa do Mundo como se fosse amanhã. Nada é jogar tão contra quanto dizer isso! Eu não tenho a intenção de ser a favor nem contra a Seleção Brasileira. Eu tenho a intenção de analisar e opinar. Eu quero apontar as falhas para que a Seleção Brasileira possa melhorar.

O Brasil andou para trás, isso pra mim é bastante evidente em relação à atuação da Seleção Brasileira ontem. E a entrevista coletiva do Felipão ontem me fez voltar três anos no tempo, voltar aos tempos de Dunga e Jorginho. A Seleção de Dunga tinha falhas que eram apontadas e essas falhas foram cruciais para o Brasil perder a Copa do Mundo. Ao que me parece, com essa política “dunguista” ou “zagaliana” o Felipão tenha perdido a confiança em fazer a Seleção Brasileira ganhar jogando bem. Talvez ele prefira usar outras armas, as armas do “estão contra nós”, as armas “nós vamos mostrar uma coisa a eles”. É direito dele fazer o que quiser para motivar os seus jogadores, mas talvez ele mesmo não confie mais na sua capacidade de fazer o time ganhar jogando bem, o que o Brasil não conseguiu ontem.

Uma coisa é ganhar uma semifinal de Copa do Mundo com dificuldade, como ganhou com dificuldade em 2002, com o próprio Felipão. Ali era uma Copa do Mundo, ali tinha que ir para a final de qualquer jeito. E para uma competição como a Copa das Confederações não serve esse tipo de avaliação. E você me pergunta: Por quê? Porque foi o penúltimo jogo oficial do Brasil antes da Copa do Mundo, domingo é o último. Depois do jogo de domingo, a final da Copa das Confederações, o Brasil só volta a fazer um jogo de competição na abertura da Copa do Mundo de 2014. Então, se o Brasil quiser um teste de verdade, é bom até que venha a Espanha. Para colocar um desafio na Seleção Brasileira e talvez o maior desafio que o Brasil, com o Felipão, já teve. Que é enfrentar a Espanha, que vai ter posse de bola e que será a favorita. Embora eu ache que a Seleção Brasileira tenha condições de vencer o jogo de domingo, pelas circunstâncias, pelo ambiente e por outras coisas alheias ao futebol, mas serão duas seleções em patamares diferentes. Se enfrentar a Itália, obviamente, vai ter muito mais chance de título, mas não sei se o título agora é mais importante. Para mim, o fato é que o Brasil andou para trás. Ganhou com seus méritos, ganhou com o Paulinho sendo decisivo e participando bem dos dois lances dos gols, mas em termos de futebol apresentado o Brasil andou para trás e não foi pouco não.

Na final da Copa das Confederações, domingo, contra Itália ou Espanha, mais importante do que vencer e levar mais um título, que será esquecido pouco depois, é que a Seleção Brasileira finalmente evolua. É possível o Felipão perceber que novas ideias podem fazer bem, inclusive a ele. Ele não é obrigado a ficar preso no passado, refém dos conceitos que tão bem funcionaram em 2002, por exemplo. Felipão, pelo bem do nosso futebol, evolua!

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