Brasil, país do futebol?

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Quando os interesses da população são os que menos interessam é claro que tem tudo para dar errado. No caso do Engenhão, era uma questão de tempo. Mais uma obra terminada na correria. Os R$ 60 milhões estimados para a obra viraram R$ 380 milhões! Mas de quem é a culpa? Não sei! Mas na abertura do Pan-americano de 2007 no Rio de Janeiro estavam Cabral, Paes e Nuzman, os mesmos que estarão na abertura das Olimpíadas de 2016 e na mesma cidade. Ao menos o estádio honra o nome, nome de um sujeito com várias denúncias de corrupção. Veja algo extraordinário e definitivo para entender o que está acontecendo:

O maior de todos os absurdos, OAS e Odebrecht assumiram a construção justamente no momento de fazer a cobertura, porque a Delta assumiu sua incapacidade de fazer essa parte da obra. Reportagens indicam que desde o ano 2000 a Delta foi beneficiada por obras do governo do Estado que chegaram a R$ 2 bilhões. A Delta saiu do Engenhão justamente no momento de levantar a cobertura, por admitir sua incapacidade para tocar a obra. E participou com 30% do consórcio da reforma do Maracanã, do qual anunciou sua saída também antes da conclusão, em abril do ano passado.

A Copa do Mundo vem aí, imagina na Copa?! E os publicitários ainda nos chamam de pesimistas! Já que a Delta desistiu do Engenhão antes de sua conclusão, como ninguém discutiu sua entrada no consórcio do Maracanã? A resposta é óbvia, passa pelas relações políticas (mais uma vez Cabral, Paes e Nuzman). Logo a irresponsabilidade não pode ser atribuída à Engenharia, à Arquitetura ou até ao Botafogo. As irresponsabilidades são mais fáceis de localizar. Talvez a culpa seja de outro Cabral!

Estádio interditado, jogos do time com a maior torcida do Brasil dando um pouco mais de 1.000 pessoas, pesquisa de torcida onde o “não gosto de futebol” está em primeiro lugar e os diretores do UFC olham para isso e dizem: “Porque não superar o futebol no Brasil”?

A primeira atitude para um negócio, qualquer que seja ele, ser bem sucedido é estabelecer metas agressivas e querer chegar a um lugar de destaque e essa é a meta do UFC hoje, ser o esporte mais famoso que o futebol no Brasil. Para um gestor de marcas, o futebol é um sonho de consumo. Até teve alguns exemplos recentes no futebol, o Luis Paulo Rosenberg com o Corinthians fez um trabalho excepcional. Mas infelizmente a visão, e isso vêm até um pouco decorrente da estrutura do futebol, do dirigente de futebol é que têm lá seus quatro anos para fazer o trabalho dele. E uma marca não se constrói em quatro anos, marca se leva anos para se construir. Então, hoje o futebol sofre e muito pela visão curta que os cartolas têm. Enquanto os cartolas do futebol sentam e pensam: “aonde a gente quer levar nossa marca nos próximos quatro anos?”, os diretores do UFC sentam e pensam: “aonde a gente quer levar nossa marca nos próximos 20 anos?”.

Mas isso é muito positivo para o futebol, porque obriga a se mexer. Vamos voltar 30 anos no tempo, nos anos 80 o futebol não estava bem e o vôlei explodiu no Brasil. Chegou-se a esse tipo de conversa e o vôlei é o que é 30 anos depois. Mas até o vôlei está em crise, a Superliga perdeu alguns patrocínios e não é tão competitiva. Até o vôlei tem seus problemas.

O que quero discutir é se de fato existe uma ameaça para o futebol. Essa conversa sobre existir uma ameaça não é de hoje. Hoje para o futebol existem concorrências tão ou mais fortes do que o UFC. O UFC também tem concorrências e tem que ganhar do público da NBA, do público da NFL, tem que ganhar do público dos esportes americanos de um modo geral e tem que ganhar do público do futebol também. Quem coordena o futebol no Brasil hoje? Ninguém! Esse ninguém precisa passar a ser alguém e ter estratégia para fazer o futebol acontecer. Nós precisamos ter gente cuidando do futebol com carinho, porque até agora convenhamos… E o UFC tem todo o direito de querer superar o futebol no Brasil.

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