Mané Garrincha: impressões do primeiro teste

Foto: Renata Santana

A expectativa era grande para saber o que iria acontecer no primeiro evento teste do Mané Garrincha. Esquema de trânsito iria ser testado; acesso dos torcedores; comportamento do público; presença das autoridades; iluminação; etc. Era hora do Portal dos Calangos testar também.

Os brasilienses estão acostumados a ir ao cinema, teatro e shows sempre de carro. Caminhar por mais de dez minutos requer músculos de calango, e isso os brasilienses não estão acostumado a usar. O Mané Garrincha está quase pronto. Do lado de fora ainda existem tapumes fechando alguns acessos e máquinas, mas falta pouca coisa no entorno para ser finalizado. Mas vamos falar de como estão as coisas dentro do estádio.

Mais um defeito de brasiliense, chegar em cima da hora em qualquer evento. O estádio foi enchendo no meio do primeiro tempo. Mas o evento teste, com o jogo entre Brasiliense X Brasília, mostrou que o estádio pode ser usado para um grande jogo e com uso da capacidade total.

Era óbvio que o Mané Garrincha se tratava de outro estádio, mas no primeiro momento que entramos a sensação era de êxtase. Tudo diferente do que eu já vi de estádio, sem dúvida, lindo! Domingo que vem, na hora que a torcida rubro-negra encher as arquibancadas a sensação deve passar.

Voluntários da FIFA e funcionários do governo do Distrito Federal procuravam o tempo todo orientar os torcedores que buscavam seus lugares. Muita gente respeitou a numeração das cadeiras, mas houve exceções. Eu aprovo também a acessibilidade dentro do estádio que contava com rampas e espaços reservados para cadeirantes e acompanhantes.

Os telões realmente são poderosos. Na apresentação dos jogadores em campo o telão mostrava, nitidamente, o nome do jogador e o seu número. Nenhuma dificuldade de leitura. São imensos. Estávamos praticamente embaixo de um deles e dava para ter a sensação do tamanho. A iluminação também excelente, 446 refletores. O som muito potente também, a distribuição do som é muito boa e a acústica maravilhosa!

Parecia simples saber onde o sol bateria, afinal as laterais da arquibancada foram batizadas de “nascente” e “poente”. Tolice! O lado “nascente” recebe os raios diretos no fim da tarde, vai entender… Se você não é adepto do boné, eu aconselho a usar um.

A internet oscilou demais! Em vários momentos tentei fazer check-in no Foursquare ou tuitar, mas larguei de mão. A Renatinha em outras vezes tentou publicar fotos no Instagram e a foto não ia de jeito nenhum. A conexão 3G da Vivo praticamente não funcionou. Falhou muito, mas muito mesmo. Eu e Renatinha só víamos a bateria indo embora e nada. Ou seja, longe do que se necessita, falando em qualquer campeonato, não só em Copa do Mundo e Confederações.

Espaço entre as cadeiras sem problemas. Dá para andar entre elas, mas com cuidado, porque são retráteis. Eu tenho 1,82m de altura e minhas pernas couberam bem, mas aconteceu comigo de uma vez meter o joelho no assento da frente, mas sem reclamações, assentos excelentes! Os corredores do Mané Garrincha também são muito bons.

A bebida alcoólica também fez sua estreia oficial, os bares funcionaram bem. Para acompanhar as bebidas, pipoca e salgadinhos industrializados. Água (R$ 3), refrigerante (R$ 4), cerveja (R$ 5), pipoca (R$ 5) e salgadinhos industrializados (R$ 6). Ninguém passou sede ou fome, mas o estádio merece petiscos melhores.

Eu não utilizei os banheiros, a Renatinha utilizou e elogiou, dizendo está limpo e com papel higiênico. Mas eu ouvi reclamações de banheiros apresentarem falhas no acabamento e alagados.

Com o jogo morno, os torcedores resolveram se ocupar e tentaram puxar uma “ola”. Algo impossível no antigo Mané, que só tinha 1/4 de arquibancada. Começou devagar, até acertarem o ritmo. Quando engrenou virou diversão. Mas durou pouco:

Ao final da partida, Brasiliense campeão do Candangão 2013! Geralmente sempre quando um time é campeão, se o comemora o título ao som de We are the champions, da banda Queen. Mas em Brasília é diferente! A festa restrita, no centro do gramado, começou com o antigo hit Conga Conga Conga, da cantora Gretchen:

Essas são algumas das primeiras observações, críticas e sinalização de problemas deste evento teste. O objetivo não é esse? Mas o maior problema não aconteceu dentro do estádio e sim do lado de fora. O acesso ao Mané Garrincha virou uma dor de cabeça. A interdição de faixas do Eixo Monumental e de outras vias próximas ao estádio provocou tráfego intenso e dificuldade de estacionamento. Se a indicação é estacionar no Setor de Rádio e TV, Plataforma Superior da Rodoviária, Parque da Cidade ou Setor Comercial, é preciso melhorar a iluminação e colocar policiais nestes estacionamentos ao término dos eventos para a maior segurança do público.

Domingo que vem tem mais.

A seguir fotos, com alguns momentos, feitas pela Renatinha:

Foto: Renata Santana

 

Visão da primeira fileira de assentos do estádio Mané Garrincha. (Foto: Renata Santana)

 

Aquecimento dos jogadores. (Foto: Renata Santana)

 

Foto: Renata Santana

 

Pronunciamento do presidente da FIFA, Joseph Blatter. (Foto: Renata Santana)

 

Foto: Renata Santana

 

Foto: Renata Santana

 

Foto: Renata Santana

 

Elza Soares, viúva de Mané Garrincha, cantando o Hino Nacional Brasileiro. (Foto: Renata Santana)

 

Foto: Renata Santana

 

Foto: Renata Santana

 

Foto: Renata Santana

 

Foto: Renata Santana

 

Foto: Renata Santana

 

Momento da “ola”. (Foto: Renata Santana)

 

Foto: Renata Santana

 

Foto: Renata Santana

 

Foto: Renata Santana

 

Foto: Renata Santana

 

Foto: Renata Santana

 

A Polícia Militar e a segurança com medo da Torcida Febre Amarela invadir o campo, cercou os torcedores. (Foto: Renata Santana)

 

A Polícia Militar e a segurança com medo da Torcida Febre Amarela invadir o campo, cercou os torcedores. (Foto: Renata Santana)

 

Foto: Renata Santana

 

Brasiliense, campeão do Candangão 2013. (Foto: Renata Santana)

 

Brasiliense, campeão do Candangão 2013. (Foto: Renata Santana)

 

Brasiliense, campeão do Candangão 2013. (Foto: Renata Santana)

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