House of Cards – Uma Série Políticamente (e deliciosamente) Incorreta

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IU9c9D4afVk.market_maxres Faaaala Calangada!

A Netflix realmente está se mostrando uma gigante do entretenimento. Ela é a porta de entrada para muitas séries, filmes, (vi a trilogia completa O Poderoso Chefão recentemente no Netflix, um final de semana mágico) desenhos, documentários e outros. Com isso, a empresa tem modificado o comportamento da audiência, trazendo o chamado conteúdo “on demand”. Há relatórios gastos de banda larga nos EUA sendo em sua grande parte sendo direcionada ao Netflix, deixando a tv convencional (e até a tv a cabo) um pouco obsoleta. Quando temos um cardápio gigantesco com conteúdo sobre demanda, fica difícil se sentir atraído em sentar no sofá e zapear a tv atrás de algo que lhe agrade. É melhor ver algum canal no YouTube ou no próprio Netflix. Com esse cenário, a Netflix começou a criar seu próprio conteúdo. E criou bem e com muita qualidade.

E hoje quero te indicar mais uma grande experiência que tive de entretenimento, House of Cards. A série já estava a um tempo em minha lista no Netflix, junto com Homeland (isto é um outro post). Foi quando numa tranquila manhã de sábado, a Pri, minha esposa, sentou no sofá ao meu lado com o seu café da manhã e me perguntou: tem algo para ver? Lembrei que tinha separado a série para ver com ela. Dei play. E com menos 5 minutos de série, Frank Underwood já tinha meu voto para quantas eleições ele concorresse. O tempo voou enquanto víamos a série, e quando acabamos a primeira temporada, já era domingo a noite. E não podiamos esperar pela segunda temporada, que já assistimos… é… vamos ter que esperar um pouco para ver a terceira agora. Que longa espera!

A série é estrelada por Kevin Spacey, que está simplesmente fantástico no papel do congressista americano Francis Underwood, que tem o dom de manipular tudo e todos para atingir os seus objetivos. Tudo isto com a grande ajuda de Claire Underwood, sua esposa, que tem papel fundamental na estrutura emocional do personagem de Frank. Dentro da Casa Branca, Frank conta com o seu assessor Doug Stamper, que assim como Claire, serve de estrutura para Frank, mas, aqui, funciona como estrutura operacional, sendo o homem de confiança de Frank.

A série tem uma característica fantástica, a quebra da chamada quarta parede. Se você está se perguntando que diabos é isso, te pergunto: você já viu Curtindo a Vida Adoidado? Neste Cláaaaaaassico, Ferris Bueller conversa com o telespectador durante o filme. E ele comenta o que está acontecendo no filme, falando sobre suas decisões e sobre seus pensamentos. O que Kevin Spacey faz em House of Cards é exatamente isto, de forma magistral e totalmente sarcástica, fazendo você se sentir parte de tudo aquilo que está acontecendo. Nisto, mesmo Frank fazendo algo que você julga errado, você torce por ele, pois afinal, você faz parte deste plot. Se tem um capítulo que Frank fica muito tempo sem falar contigo, você logo sente falta, e quando se dá conta, está resmungando: “fala comigo cara, o que está rolando”.

Outra característica forte para se ver a série? A principal e melhor, a política. Mas você pensa: política americana? O que tem a ver? Olha, não sou especialista em política. Temos no site a nossa especialista (beijo Renatinha) que também acompanha a série. Posso estar falando alguma besteira aqui e ela pode me corrigir, mas pelo que vejo lá e cá, não há tanta diferença. Temos os deputados, senadores, governadores, vice-presidente, presidente. Claro que os EUA possuem muitas diferenças, mas se você pensar em poder, política, dinheiro e pessoas, a série retrata bem um ambiente no qual pessoas influentes brigam para se tornarem mais influentes ou mais ricas. Frank fala que não quer dinheiro: ele quer poder. Dinheiro acaba, o poder, é outra história. E como conseguir poder? Quem realmente tem poder? Um questionamento poderoso não?

E a imprensa? Como ela se comporta em um ambiente deste? Como um repórter faz para cobrir o mundo político? Quais são suas conexões?  Todos os dias vemos muitas notícias referente a política, mas não sabemos como aquilo realmente chega em nossas telas e jornais. Para retratar este mundo, a série traz Zoe (Kate Mara) uma jovem jornalista de política que possui uma vontade inabalável de conseguir subir na redação do Washington Herald custe o que custar. O que vemos com Zoe em que algumas matérias que vão a público com conteúdo político podem trazer benefícios a políticos específicos e escolhidos a dedo. Mesmo (e principalmente) que seja um escândalo. E vemos em House of Cards que algumas vezes essas matérias tem hora e data para serem publicadas. Claro, é uma ficção, mas… até que parte? Está seria uma hora que Frank olharia para a tela e falaria: Claro que é apenas uma ficção,  porque alguém acreditaria em tal coisa?

Enfim, a série foi uma grata surpresa para mim. As duas temporadas estão disponíveis no Netflix, prontas para serem degustadas por você que não viu. Se você ver a série, não esqueça de comentar!

E para você que já viu a segunda temporada, só tenho um comentário: toc toc.

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Something about Digão Bacelar

Profile photo of Digão BacelarDesigner Gráfico, amante de games, cinema, livros e revistas em quadrinho. Procurando sempre diversão em todas as mídias. Calango de Brasília, apaixonado por essa linda cidade!

4 Responses to House of Cards – Uma Série Políticamente (e deliciosamente) Incorreta

  1. Profile photo of Renata Santana
    Renata Santana 7 de março de 2014 at 2:16 #

    Amei!!! Sou muito fã, e é isso mesmo!!! Adoro quando Francis (sou íntima rsss) fala comigo!!!

  2. Profile photo of Eduardo Santos
    Eduardo Santos 7 de março de 2014 at 3:28 #

    Essa série tá explodindo o cabeção. Toda vez que entrar numa sala vou dar duas batidinhas na mesa.

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