Eleições 2014 e mudança

By Eduardo Santos

Dessa vez o post sobre as eleições vai sair um pouco antes do que o previsto por uma série de razões, que ficarão mais claras ao longo do texto. Gostaria… Mais

Leia o conteúdo original: http://www.eduardosan.com/2014/10/27/eleicoes-2014-e-mudanca/

O que escrevem os candidatos a presidente em 2014

By Eduardo Santos

O texto de hoje era para ser mais completo, mas achei melhor liberar assim mesmo antes de começar o segundo turno. O Objetivo é simples: analisar o que escrevem os… Mais

Leia o conteúdo original: http://www.eduardosan.com/2014/10/22/o-que-escrevem-os-candidatos-a-presidente-em-2014/

O que escrevem os candidatos a presidente em 2014

By Eduardo Santos

O texto de hoje era para ser mais completo, mas achei melhor liberar assim mesmo antes de começar o segundo turno. O Objetivo é simples: analisar o que escrevem os… Mais

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Poder para o Povo Preto

By Eduardo Santos

Reativando o blog que andava um pouco parado, o post de hoje não foi escrito; simplesmente veio até mim. Estou falando do goleiro de futebol do Santos, o (agora ídolo)… Mais

Leia o conteúdo original: http://www.eduardosan.com/2014/09/28/poder-para-o-povo-preto/

Poder para o Povo Preto

By Eduardo Santos

Reativando o blog que andava um pouco parado, o post de hoje não foi escrito; simplesmente veio até mim. Estou falando do goleiro de futebol do Santos, o (agora ídolo)… Mais

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Fórum TIC NoSQL – Dataprev

By Eduardo Santos

O LightBase é um banco de dados documental, multidimensional, multimídia, com pesquisa textual completa, que reúne, de forma única, um ambiente de desenvolvimento rápido de aplicações e um poderoso servidor… Mais

Leia o conteúdo original: http://www.eduardosan.com/2014/09/15/forum-tic-nosql-dataprev/

Fórum TIC NoSQL – Dataprev

By Eduardo Santos

O LightBase é um banco de dados documental, multidimensional, multimídia, com pesquisa textual completa, que reúne, de forma única, um ambiente de desenvolvimento rápido de aplicações e um poderoso servidor… Mais

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Como perdemos a guerra do Marco Civil

Foto sobre o Marco Civil

Independente do resultado da provável votação de hoje, infelizmente nós já perdemos a Guerra do Marco Civil. Muitos devem estar se questionando as razões, dada a crescente manifestação de pessoas importantes sobre o tema. Vou responder com uma foto e um link:

Banner da série House of Cards
Série House of Cards

Leia isso antes de continuar: http://calangos.net/balburdia-pop/2014/03/07/house-cards-uma-serie-politicamente-e-deliciosamente-incorreta/

Para quem não conhece o banner acima é da espetacular, sensacional, inteligente e revolucionária séria do Netflix chamada House of Cards, que conta a história da ascensão política (pelo menos até agora) do Presidente da Câmara dos Deputados americana. Frank Underwood, personagem principal da série, é uma pessoa sem escrúpulos e com muito conhecimento do jogo político. Resultado: sem nenhum voto conseguiu escalar sua carreira política dentro do governo. Não vou contar mais para não dar spoilers.

Muito bem, e o que essa série tem a ver com o Marco Civil? Dê uma lida nessa discussão de um dos grupos que realmente faz a diferença no Brasil. Talvez os únicos que sejam capazes de transformar com maestria o ciberativismo em ativismo.

https://groups.google.com/forum/#!topic/thackday/QPTwyDCzqk8

Vou puxar uma fala do Pedro Markun nesse mesmo tópico:

Já fizemos concessões demais e agora, imo, é melhor nenhum projeto do que esse.

Muitas vezes o cidadão comum acha que não entende como funciona o processo político e se esconde atrás da bandeira do “eu não gosto de política” para fingir que isso não tem a ver com ele. Vou tentar ilustrar com um exemplo: você tem vizinho? Já deu uma festa na sua casa que ultrapassou o volume máximo e incomodou o vizinho? Ele bateu à sua porta? Como foi? Vocês negociaram? Parabéns, isso é política. Todas as vezes em que duas pessoas tentam discutir sobre um interesse comum estão estabelecendo um processo político, que no fundo será baseado em negociação entre as partes com o objetivo de atingir o melhor pra todo o mundo. E isso é o que defendemos como democracia.

No caso da votação do Marco Civil o que não faltou para quem está conectado na rede foi informação. Uma rápida busca no Google vai retornar dezenas de blogs (inclusive esse) explicando porque o Marco Civil era importante, e como o processo de construção foi democrático, e como preservava nossas liberdades, etc. Não dá nem pra dizer que não teve ativismo, pois não faltou mobilização popular e virtual manifestando apoio ao texto original. Então, se tudo isso aconteceu de bom, onde foi que perdemos? Eu respondo: perdemos para o sistema político.

Mais uma vez trazendo a série House of Cards, alguns (talvez todos) vão se lembrar da enigmática figura de Remy Danton, cuja profissão é quase um palavrão no Brasil: lobista, e dos bons como mostra a série. Agora que entendemos o processo político, precisamos saber diferenciá-lo do sistema político, que em um sistema democrático tem como objetivo teórico respeitar as minorias e fazer valer a opinião da maioria. Para explicar vou trazer um exemplo que todos entendem: o futebol.

No dia de ontem ocorreu a eleição na Federação de Futebol do Rio de Janeiro onde Flamengo, Vasco e Fluminense se posicionaram contra a reeleição do atual presidente. Pergunto a você: existe futebol no Rio sem esses três clubes? Pois bem, logo em seguida os outros, considerados “pequenos”, se posicionaram contra o manifesto dos três grandes. A reeleição aconteceu pelo sistema político montado para respeitar a democracia na FERJ. Em teoria, todos os clubes filiados têm direito a voto, mesmo aqueles que só têm um time de futsal e contratam um árbitro da federação para apitar as peladas dos sócios com físico similares ao meu. É justo que todos os votos tenham o mesmo peso? É evidente que não. Então existe um sistema para garantir que o voto dos clubes mais importantes tenham mais peso: os quatro grandes cada um tem seis votos, os pequenos da primeira divisão têm quatro cada um e vai caindo até chegar em clubes amadores, que só têm um voto. O colégio eleitoral chega a mais de trezentos votos, então você já deve ter percebido que somente os quatro grandes não têm nenhum poder de escolha no presidente da federação. Esse é o sistema político que faz valer a democracia no futebol do Rio de Janeiro.

No Brasil, como já dizia o sábio Capitão Nascimento, “o sistema só trabalha para manter o próprio sistema”. Assim, poucas coisas são mais complexas do que o sistema democrático composto por Câmara e Senado, com o Executivo para bagunçar o meio de campo. Ele é tão complexo que as figuras que têm domínio sobre suas nuances podem obter grande vantagem, e aí foi onde perdemos o jogo para as teles. Trazendo novamente a série House of Cards, Frank Underwood e Remy Danton conhecem perfeitamente o sistema político americano, que devo dizer não é tão diferente do brasileiro como muitos gostariam de acreditar. Com isso, ambos conseguem fazer valer seus interesses quase sempre, da mesma forma que as empresas de telecomunicação.

O grande vencedor do processo legislativo foi o lobista contratado pelas teles. Ele conseguiu convencer os deputados, até mesmo Alessandro Molón, sobre quem eu tinha muita esperança, de que remover a neutralidade da rede é apenas dar liberdade ao usuário para escolher seus planos de telefonia. Afinal, se ele paga hoje R$ 39,90 para acessar o que quiser, ele pode pagar um pouco a mais para ter prioridade no Netflix por exemplo, certo? Esse discurso jamais se sustentaria em uma discussão séria, mas o lobista inteligente sabe que não precisa convencer toda a população, somente as pessoas certas. É claro que um pouco de dinheiro pra campanha em ano de eleição torna o argumento ainda mais fácil.

Nós perdemos a disputa pelo mesmo motivo que o Software Livre vai lentamente sumindo de cena: falta de organização política. A classe mais organizada politicamente no Brasil é a dos trabalhadores, e não à toa os sindicatos possuem tanta força. Mas quem é que defende a neutralidade da rede? Qual organização? Quanto ela investe em dinheiro nisso? Infelizmente, quase toda disputa na democracia capitalista se resolve com dinheiro, gostemos ou não disso.

Para finalizar, deixo aqui algumas frases do nosso amigo Frank Underwood que esclarecem como ele controla o sistema político. Atenção à parte onde ele diz para o mendigo na rua: “ninguém liga pra você”. Nessa discussão, somos nada mais que mendigos na rua fazendo greve de fome na porta do Congresso exigindo a neutralidade da rede.

A compra dos caças e o desenvolvimento da tecnologia nacional

Foto do Grippen NG

Antes de começar a expor minhas opiniões a respeito da compra dos caças suecos, conhecido como Projeto FX-2, gostaria de convidar a todos para voltar à década de 50. O país: Estados Unidos da América. O contexto: final da segunda guerra mundial.

O ensino de ciência nas escolas

Quando visualizaram o espólio do que haviam conquistado na Alemanha, os países aliados perceberam o óbvio: estavam muito atrás tecnologicamente daquele país. Apesar de ter conseguido produzir a bomba atômica no Projeto Manhattan, que foi feito basicamente por judeus, os governantes perceberam que precisavam formar seus próprios cientistas.

No início da década de 50 do século passado, nos EUA, os integrantes do N.S.F. (National Science Foundation) começaram a perceber que o ensino de ciências aos jovens americanos mostrava-se deficitário: os estudantes terminavam sua formação inicial com pouco, ou quase nenhum, conhecimento específico em matemática, física, química e biologia.

Foi daí que surgiu o PSSC, ou Physical Science Study Commitee, que tinha um único objetivo: incentivar o ensino de Física, Química, Matemática e Biologia nas escolas. O esforço do Projeto Manhattan já tinha representado um grande avanço na ciência, pois graças aos estudos derivados dali temos tecnologias como raios X, radares e até mesmo computadores (vejam vocês). Mas eles entenderam que era preciso criar um fluxo de produção científica e inovação no país, que para dar certo deveria começar na educação básica.

Pois bem, o PSSC começou a trabalhar e em 1956 criou a NASA, agência espacial norte-americana, que apenas 13 anos depois conseguiria mandar o homem à lua. No meio do processo também criou e formou a mais eficiente estrutura educacional do mundo, que apesar de não ser considerada a melhor, sem dúvidas foi capaz de produzir a maior economia. Já as universidades, fonte de pesquisa e desenvolvimento principal, são disparadas as melhores do mundo. Tudo isso tinha como pano de fundo mandar uma espaçonave à lua.

Ensino de ciência no Brasil

Agora voltemos à terra de Cabral e à realidade de nossas escolas. Já disse antes que tive a experiência de estudar praticamente todos os anos da minha vida escolar em escolas públicas, onde aprendi muitas coisas importantes, mas tive uma grande deficiência em outras. Dentre as coisas que aprendi uma das primeiras foi que teria greve todos anos (sarcasmo), e dentre as que deixei de aprender a mais importante foi Física. Dos três anos do Segundo Grau, que hoje acredito se chamar Ensino Médio, tivev apenas 6 meses de Física somados os três anos. Não, não aprendi praticamente nada de Física na escola.

Qual foi o resultado disso? Considero-me sortudo porque meu pai pôde me pagar um bom cursinho com foco em exatas onde melhorei um pouco minhas deficiências e permitiu que eu passasse na primeira turma do PAS para Engenharia Elétrica na UnB. Me lembro que, dos 40 aprovados para o curso, apenas eu e mais 3 éramos provenientes de escolas públicas, o que já deveria ser um indicativo importante. Resultado de minha deficiência: 4 (sim, eu disse QUATRO) reprovações em Física 1 na universidade. Eu realmente não sabia nada de Física.

Com o passar do tempo e das complicações de minha vida acadêmica, que vou deixar de lado por não ser o foco desse texto, acabei estudando Física na Universidade, com foco em Licenciatura para ser professor. No final do curso existe uma disciplina que mostra como foi a evolução do ensino de Física no Brasil, e passamos a entender porque somos tão fracos no tema. De maneira resumida, os militares tentaram implantar um sistema parecido com o PSSC no final da década de 70 e começo da década de 80. Quem estudou em escola pública nessa época até hoje tem uma lembrança saudosa de como foi bom o seu período e de como o ensino era melhor do que nas escolas privadas. Mas aí veio a democratização e outro pensamento, que achava ser mais importante aprender ciências humanas que exatas, acabou sendo implantado nas escolas. O resultado é o que temos aí: uma escola que não faz direito nem uma coisa nem outra.

Sociedade e valorização da tecnologia

Não vou perder meu tempo aqui dizendo (de novo) como nossa sociedade não valoriza os professores pois isso é chover no molhado. Agora pense na imagem que você tem de um Físico: geralmente um maluco que não tem sequer uma profissão decente. Sim, porque ser Físico não é o mesmo que ser Engenheiro e não é considerado profissão, mesmo sabendo que um Engenheiro está para um Físico assim como um peão de obra está para um Engenheiro (sarcasmo).

Agora se ponha no lugar de um pesquisador de tecnologia no Brasil: após estudar a sua vida inteira, digamos uns 12 anos na educação básica, mais 3 anos no ensino médio, mais uns 10 entre graduação, mestrado e doutorado você está pronto intelectualmente para colocar em prática tudo o que aprendeu para fazer inovação. E o que você pode fazer em nossa sociedade? Virar professor universitário.

Sim, é extremamente frustrante ver que não é possível produzir nada (repito, NÃO DÁ PARA PRODUZIR NADA) no Brasil. Não existe investimento privado em Pesquisa e Desenvolvimento e ficam todos se matando pela verba de pesquisa do CNPQ. Ok, esse dinheiro não deveria nem vir do Governo, mas esse é assunto para outro texto. Não há dúvidas que os brasileiros têm uma excelente capacidade científica, mas o que fazem nossos melhores doutores? Vão trabalhar na indústria americana, onde realmente há dinheiro para pesquisa.

Indústria aeronáutica é a luz no fim do túnel

A exceção à regra já é conhecida: a indústria aeronáutica. A Embraer é uma das maiores do ramo em sua área, crescendo em um misto de investimento público e privado. Eles têm um privilégio que nós, da indústria de software, adoraríamos ter: podem vender sem restrições para o Governo Brasileiro. A fórmula para o sucesso está formada: administração privada, investimento público, desenvolvimento de tecnologia no país, parceria com universidade e institutos de pesquisa.

Uma pergunta que você talvez consiga responder rápido: qual é a melhor Universidade do Brasil? De cada 10 respostas, pelo menos 9 citarão ITA e Unicamp. Sabe qual o foco delas? Isso mesmo: produzir engenheiros para alimentar a indústria aeronáutica. E aí não estamos falando somente de engenheiros aeronáuticos, mas para produzir um avião são necessárias, DEZENAS, talve CENTENAS de indústrias que produzem componentes para as diversas etapas da cadeia de produção. Precisa de soldadores, mecânicos, até mesmo fabricante de pneus e estofados para colocar no avião.

Acaba produzindo ainda um efeito cascata de alimentar o sonho das crianças da região, que vão buscar uma formação melhor em Matemática e Física para serem engenheiros e poderem trabalhar na indústria aeronáutica. Pergunte a si mesmo: por que existem tantos filmes sobre o espaço? Qual é a profissão dos sonhos de quase todas as crianças americanas? Se você respondeu astronauta você está certo. Você acha que isso tudo é por acaso? O PSSC nos comprova que não.

Palmas para o Projeto FX-2

Não é à toa que o Projeto mais revolucionário em pesquisa em inovação dos últimos 50 anos talvez venha da mesma indústria. Veja aqui todo o histórico do processo de contratação, num execelente infográfico disponibilizado pelo Ministério da Defesa.

Infográfico do processo de contratação dos caças
Fonte: Ministério da Defesa

Veja o ano: 2001. Levou 12 anos para a conclusão de um processo licitatório no Brasil. E tem gente que ainda acha que esse processo é bom, mas tratemos do problema em outra oportunidade. E você deve estar se perguntando: por quê escolher os caças suecos? Veja a resposta no FAQ do Ministério da Defesa:

Pesaram também na escolha aspectos relativos à transferência de tecnologia e às contrapartidas comerciais (offsets) oferecidas pela proposta sueca. A propósito do assunto, eis o que dispõe a Estratégia Nacional de Defesa (END):

“Consideração que poderá ser decisiva é a necessidade de preferir a opção que minimize a dependência tecnológica ou política em relação a qualquer fornecedor que, por deter componentes do avião a comprar ou a modernizar, possa pretender, por conta dessa participação, inibir ou influir sobre iniciativas de defesa desencadeadas pelo Brasil.”

É preciso ficar atento às nuances aqui: transferência de tecnologia e contrapartidas comerciais. Já está claro o que a empresa sueca pretende: construir o novo caça junto com o Brasil. Vai inclusive construir uma fábrica aqui que produzirá 80% dos componentes, além de já ter se proposta a promover a evolução tecnológica dos sistemas internos do caça, que são considerados defasados em relação aos americanos. Não vou dizer todas as nuances porque são muitas, então acesse aqui o Portal Poder Aéreo e veja a melhor coletânea de textos sobre o processo licitatório da Internet.

Gostaria de finalizar o (longo de novo) texto com três observações. A primeira é uma referência à década de 80, encarnada no filme Top Gun. Deixemos de lado as observações sobre a homossexualidade dos atores e pense: quem não teve vontade de ser piloto vendo aquele filme? Imagina se não pudesse ser piloto no Brasil, como não se dedicaria mais aos estudos? Pessoalmente prefiro no filme a galera que fica no computador calculando as rotas do jato, mas esse tipo de profissional simplesmente inexiste no Brasil. Concluir um processo como esse é dar oportunidade à nova geração e ao fomento de toda uma indústria que poderá empregá-los depois.

A segunda diz respeito ao valor do processo e às reais necessidades do Brasil. Muitos argumentam que o Brasil tem necessidades maiores do que os caças, como escolas por exemplo. Aí eu pergunto para esses: que escola? Qual é a motivação que um jovem tem para estudar hoje em dia? Para trabalhar onde? Em que indústria? Jovens são movidos por sonhos, e precisamos fornecê-los a capacidade de sonhar. Se você acha que eles vão para a escola simplesmente porque eles têm que ir, desculpe mas essa geração não funciona mais assim. É preciso mostrar a eles o benefício do estudo, e se não se transformar em um meio para atingir o sonho, eles não vão estudar. Assim, comprar os caças é também investir na educação em alguns dos seus mais importantes aspectos.

Finalmente a última observação diz respeito ao modelo de compartilhamento. Sim, eu disse compartilhamento. O modelo proposto para os caças é aquele em que os países constróem em conjunto e também colhem os louros do sucesso em conjunto. Sabe quem tabém faz isso? O Software Livre. E aí eu me pergunto: por que o Software Livre não está na Estratégia Nacional de Defesa? Gostaria que algum militar me respondesse, porque eu não consigo entender.

Deixo aqui para você refletir a reportagem mais completa sobre a licitação, publicada pelo G1 com direito a infográficos e tudo o mais. Divirta-se:

Reportagem completa sobre a licitação FX-2 no Portal G1

URGENTE – Votação do Marco Civil da Internet

Votação do Marco Civil

Pessoal, hoje é um dos dias mais importantes da história digital de nosso país. Deve ser votado nas próximas horas o Marco Civil da Internet. O ambiente é favorável e conta com a adesão da maior parte dos deputados, mas sabemos como as forças do lobby trabalham silenciosamente, então precisamos nos mobilizar para não corrermos o risco de sermos surpreendidos.

Existe uma clara dualidade de forças nesse momento:

1 – Deputado Alessandro Molon e a “coalisão do bem”, que defendem a neutralidade da rede. Até Rede Globo e Editora Abril estão desse lado;

2 – Empresas de Telecom e o Presidente da Câmara Eduardo Cunha, contra a neutralidade da rede.

Precisamos defender a proposta de Alessandro Molon com todas as nossas forças, pois ela esteve muito próxima de ser rejeitada e ganhou nova vida com a questão da espionagem. O momento é histórico e não podemos perder nossa força de mobilização.

O Marco Civil

Para saber mais sobre o Marco Civil, acesse o site:

http://marcocivil.org.br/

Se quer ver o que escrevi sobre o tema, veja aqui:

http://calangos.net/tecnologia/tag/marco-civil/

Veja uma implicação prática da não aprovação do Marco Civil:

https://eduardosan.wordpress.com/2010/08/05/o-perigoso-loteamento-da-internet/

Como colaborar

O Marcelo Akira publicou aqui um exemplo de mensagem para enviarmos aos deputados em quem votamos. Vou reproduzir aqui e já estou enviando para os deputados em quem votei. Sugiro que façam o mesmo.

—-

Bom dia,

Sou <nome>, <profissão e atuação>, e gostaria de salientar a importância dos deputados de <seu estado> votarem a favor do Marco Civil da Internet amanhã, 12/11/13.

Por que o Marco Civil é importante?
– Neutralidade: garante que não haja discriminação do tipo de dados que o usuário trafega pela rede. Por exemplo, se a internet não for neutra, as empresas de telecomunicações podem cobrar mais caro pelo uso do Youtube ou Skype, por exemplo;
– Liberdade de expressão: garante que somente a justiça poderá remover conteúdos da Internet.
– Privacidade: garante que empresas que solicitam cadastro não repassem seus dados pessoais para terceiros;

Mais detalhes podem ser vistos aqui:
http://marcocivil.org.br/category/3-questoes-chave-do-marco-civil/

É um projeto de lei muito importante para o usuário de Internet. A posição de nossos deputados está sendo registrada neste site:

http://marcocivil.org.br/noticias/de-qual-lado-estao-os-deputados-democracia-x-corporacoes/

Considero o tema relevante e portanto, gostaria que nossos representantes de <seu estado> se posicionassem a respeito deste tema.

Deputados de Brasília

(Atualização 12/11/2013 às 11h26)

Se você não lembra em quem votou, segue lista de todos os deputados de Brasília com seus respectivos e-mails:

AUGUSTO CARVALHO
Partido/UF: SDD/DF – Gabinete: 941 – Anexo: IV – Fone: 3215-5941 – Fax: 3215-2941
dep.augustocarvalho@camara.leg.br

ERIKA KOKAY
Partido/UF: PT/DF – Gabinete: 203 – Anexo: IV – Fone: 3215-5203 – Fax: 3215-2203
dep.erikakokay@camara.leg.br

IZALCI
Partido/UF: PSDB/DF – Gabinete: 284 – Anexo: III – Fone: 3215-5284 – Fax: 3215-2284
dep.izalci@camara.leg.br

JAQUELINE RORIZ
Partido/UF: PMN/DF – Gabinete: 408 – Anexo: IV – Fone: 3215-5408 – Fax: 3215-2408
dep.jaquelineroriz@camara.leg.br

LUIZ PITIMAN
Partido/UF: PSDB/DF – Gabinete: 931 – Anexo: IV – Fone: 3215-5931 – Fax: 3215-2931
dep.luizpitiman@camara.leg.br

POLICARPO
Partido/UF: PT/DF – Gabinete: 352 – Anexo: IV – Fone: 3215-5352 – Fax: 3215-2352
dep.policarpo@camara.leg.br
http://www.deputadopolicarpo.com.br

REGUFFE
Partido/UF: PDT/DF – Gabinete: 372 – Anexo: III – Fone: 3215-5372 – Fax: 3215-2372
dep.reguffe@camara.leg.br

RONALDO FONSECA
Partido/UF: PROS/DF – Gabinete: 382 – Anexo: III – Fone: 3215-5382 – Fax: 3215-2382
dep.ronaldofonseca@camara.leg.br

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