Astrônomo ensinando biologia

evolution

evolutionNão sei como, mas Marcelo Gleiser se tornou mais um queridinho da mídia dentre muitos. E agora ele se superou nesse vídeo abaixo:

Charles Darwin não falou isso! Dizer que somos descendentes dos macacos é não entender o conceito de evolução. Você sendo físico, astrônomo e cientista tem o compromisso de dar o devido apreço ao conceito, se não tem o compromisso não fale sobre.

Muito obrigado, Marcelo Gleiser pela crença errônea, pela falsa ideia e pela completa ignorância a respeito deste tema.

A Verdade sobre o Fim do Mundo

Pirâmide Maya

O dia 21 de Dezembro de 2012 passou e o mundo não acabou. Confesso que estava mais preocupado com o dia 01 de Janeiro do ano 2000, que parecia mais, digamos, redondo para pensar no fim do mundo. Não fui um dos fisgados pela ideia de que o mundo acabaria agora, mas me interessei muito em conhecer a realidade dos fatos que levaram algumas pessoas a pensar dessa forma, da mesma maneira que me preocupei no ano 2000.

Historicamente os indícios de que o mundo acabaria dia 21 de Dezembro de 2012 eram mais fortes do que os indícios de que acabaria em 01 de Janeiro de 2000. Para aquela época, a única coisa “concreta” era uma “profecia” de Nostradamus. Agora, tínhamos um povo considerado por muitos o mais misterioso da América Pré-colombiana, porque quando os conquistadores espanhóis chegaram as grandes cidades Mayas estavam vazias. Alguns diziam que os Mayas tinham sumido, outros que tinham retornado ao seu planeta. Parece mais razoável acreditar em fim do mundo nessa situação, certo?

Vamos partes, como diria o meu amigo Jack. Antes de saber de onde vem a data de 21 de Dezembro de 2012, é preciso entender o calendário Maya. Nesse quesito, a Wikipédia BR dá show, mas vou tentar resumir os principais pontos. Já adianto que os Mayas eram grandes matemáticos, e se você quiser entender o calendário corretamente terá que fazer algumas contas.

O conceito do Calendário Maya é um pouco diferente do que estamos acostumados, pois nós contamos o tempo como uma reta a partir do nascimento de Jesus (ou pelo menos quando achamos que ele nasceu). Assim, cada ano acrescenta um à contagem, onde o ano 2013 virá após o 2012, e assim por diante. Os Mayas dependiam muito das estações do ano pois precisavam saber a época de plantar e colher, e por serem grandes astrônomos, sabiam também que as estações não eram sempre as mesmas ano após ano. Conheciam os ciclos da lua e as posições de solstício e equinócio, assim como outros fenômenos que poderiam levar a ter mais ou menos chuva em determinado ano. Acreditavam ainda no poder divino em certas configurações especiais do tempo, como eclipses solares e lunares, e se preocupavam em saber quando cada um deles ocorreria. Sem entrar muito em detalhes do que acontecia em cada época, o importante era notar que para eles o tempo era cíclico, notando a configuração dos astros em cada ponto do ciclo.

A Matemática do Calendário

Em nosso calendário organizamos os dias em gurpos de 30, que denominamos meses. A cada grupo de 12 meses chamamos de anos. Já os Mayas, agrupavam os dias em grupos de 20 organizados em trezenas. Esse calendário é chamado tzolk’in, e soma o total de 260 dias. A lógica é muito parecida com aquela que usamos também. Tome por exemplo o dia 27/12, que sabemos tratar-se do dia 27 de Dezembro. No calendário Maya utilizaríamos uma data do tipo 13 Kab’an, que seria o dia de número 17 do décimo terceiro ciclo. Kab’an é o nome de um dos dias do ciclo de 20, como se fosse cada um dos dias do mês, que possuem um nome único. Esse calendário é utilizado para descrever eventos religiosos ou momentos em que orações deveriam ser realizadas para determinados deuses.

Já no calendário Haab’ o objetivo era descrever os ciclos solares e ajudar a saber a hora certa de plantar e colher. Nesse calendário eram os meses que tinham nome e um símbolo (glifo) associado. Assim, representávamos uma data como 17 Sotz’, ou o décimo sétimo dia do mês Sotz’. Os meses eram num total de 18, organizados também em períodos de 2o dias. Se você saber fazer contas, vai perceber que são 20 dias vezes 18 meses, dando um total de 360 dias. Para completar os 365 dias que também utilizamos em nosso ano, existiam os cinco dias do final do ciclo conhecidos como Wayeb’, considerados de extrema má sorte na mitologia Maya. Assim, ao final dos dezoito ciclos, entravam os Wayeb’ e depois iniciava-se um novo ciclo no Pop.

Agora começa a real complicação: para representar uma data em um ciclo de vida, utilizava-se uma combinação de uma data Tzolk’in e uma data Haab’, e isso era satisfatório para a maior parte das pessoas. Novamente, se você é bom de Matemática, vai perceber que uma combinação de datas nos dois calendários só se repete a cada 52 anos, o que representava mais do que a vida da maior parte das pessoas. Assim, não era necessário a eles numerar os anos: o importante era saber o tempo de plantar e o tempo de rezar, pelo menos no modo de vida da maior parte da população.

Contudo, como os Mayas se preocupavam bastante com a história, era necessário repassar alguns acontecimentos importantes entre as várias gerações. Era necessário, por exemplo, anotar a data em que aconteceu um eclipse solar para verificar quando ele aconteceria de novo. Assim, eles criaram o conhecido calendário de contagem longa, onde está a origem de toda especulação sobre o fim do mundo. A descrição da Wikipédia é a mais simples possível.

O nome maia para dia era k’in. Vinte destes k’ins são conhecidos como um winal ou uinal. Dezoito winals fazem um tun. Vinte tuns são conhecidos como k’atun. Vinte k’atuns fazem um b’ak’tun.

Como todo calendário precisa ter um ponto de início, mesmo os que são contados em ciclos, o calendário de contagem longa conta todos os dias desde a criação da civilização Maya. Se você tentar representar uma data, verá que ao invés de contar os anos utilizando a base decimal, o calendário utiliza uma contagem de base 20 modificado. Não vou tentar explicar aqui o sistema porque a maior parte não vai entender, mas se quiser dê um pulo lá na Wikipédia porque a explicação é ótima.

Inscrição de data no calendário Maya
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:La_Mojarra_Inscription_and_Long_Count_date.jpg

A origem da lenda

Pois bem, aí se encontra a lenda do fim do mundo: o dia 21 de Dezembro de 2012 na contagem Maya é o fim do  13o. (décimo terceiro) b’a’ktun. Agora a parte que deveria fazer algumas pessoas desacreditarem do fim do mundo: já aconteceram pelo menos três finais de b’a’ktun em nossa história moderna: 13 de março de 830 acabou o décimo, 15 de junho de 1224 acabou o décimo primeiro e  18 de setembro de 1618 acabou o décimo segundo. E o que aconteceu nessas datas? Nada de muito relevante, mas estima-se que o período de “sumiço” dos Mayas tenha acontecido perto do final do décimo terceiro, pois quando os espanhóis chegaram em meados de 1500 as grandes cidades estavam vazias.

Tive o prazer de visitar Cancún e conhecer  alguns dos principais sítios históricos Mayas, que obviamente continham muitas referências ao “fim do mundo”. Apesar das cidades estarem vazias quando os espanhóis chegaram, a população estava presente em pequenas vilas e possui claros traços entre o povo mexicano (o que me pareceu fantástico, diga-se de passagem). A religião e, principalmente o idioma, sobreviveram através da transmissão de pai para filho. O que ficou de lenda sobre o fim desse b’a’ktun é que o grande Deus da transformação desceria à Terra e provocaria grandes mudanças na humanidade. Nessa parte da lenda eu realmente acredito. Acredito que estamos vivenciando o período de maiores transformações de nossa história moderna, e não damos tanta importância porque não conseguimos ver a nós mesmos em terceira pessoa. Mas esse é assunto para outro dia.

O importante a ser observado aqui é que em nenhum momento é citado o fim. Aliás, simplesmente dizer “citado” já é incoerente com a mitologia, pois a cultura Maya é uma tradição sobretudo oral, graças é claro à Igreja Católica. Ao chegar nos templos da civilização Maya os padres ficaram bastante assustados com os desenhos e representações, que eram muito parecidas com o que eles imaginavam como demônios. Não demorou muito para decidirem que tudo era coisa do demônio e mandassem queimar tudo o que encontrassem, e assim morreu grande parte da inteligência da civilização Maya. Curiosamente, o mesmo padre Diego Landa que havia mandado queimar os livros foi o responsável por preservar parte do material que seria fundamental na tradução da escrita.

Mesmo com parte da escrita salva, o que se sabe sobre as lendas é o que está “na boca do povo”. É o mesmo que fazemos ao bater três vezes na madeira para espantar o mal, ou utilizarmos símbolos como trevos de quatro folhas e pés de coelho. Assim se passou a tradição da grande transformação ao final do b’a’ktun, mas que certamente não trouxe nenhum Maya para Alto Paraíso esperando o fim do mundo. Trata-se de um momento de reflexão, onde podemos criar oportunidades tremendas e trazer grande prosperidade para nossas famílias. Nesse sentido, certamente o fim do mundo chegou para mim, curiosamente em um momento muito próximo do dia 21 de Dezembro de 2012.

E você? o que o grande Deus da Transformação trouxe para sua vida? É um momento para refletir.

Protesto no Instagram

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porradaEm Gotemburgo, Suécia, apareceu uma conta de Instagram com o propósito de expor “vadias”. Recebendo informações anônimas, a tal conta publicava fotos de jovens de 13 a 16 anos.

Uma jovem de 16 anos soube por amigos que tinha sido exposta na tal conta do Instagram e foi xingada de puta e vaca. O dono da conta planejou direito: Bloqueava todo mundo que era contemplado. O perfil acabou apagado, mas voltou repetidas vezes no Facebook.

Vários jovens foram expostos, com direito a xingamentos de ordem sexual e racista e isso gerou revolta. Os estudantes criaram uma página de protesto e depois de mais de 6000 inscritos, começaram a investigar e identificaram a autora do perfil como uma aluna de 17 anos.

E lá na Suécia eles não protestando em frente a uma tela de computador, uma multidão revoltada de mais de 150 alunos cercaram a escola, veja:

Deu polícia e 27 foram presos, a multidão queria a fofoqueira. A suposta autora do perfil jura inocência. Ela já foi interrogada pela polícia, está sendo investigada e teve que se mudar, sob proteção.

O que gerou a revolta no caso foi que depois de receber garantias de anonimato, as pessoas que enviavam as fotos com nomes e descrições das amigas tinham seus perfis divulgados. A tal conta era uma armadilha. Você xingava e descobria que sua atitude infantil era pública.

A verdade é que isso sempre existiu nas escolas, mas tudo tem limite nessa vida. A diferença é que as pessoas acham que na Internet vale tudo. Na vida real a maioria das pessoas consegue lidar com essa porcaria que chamam de bullying, mas sucumbem ao online.

A tecnologia evolui, mas socialmente ainda somos uns primatas. A forma com que indivíduos se comunicam com o mundo foi completamente alterada. Não estamos preparados para o mundo moderno, não fomos programados para lidar com isso. A maioria das pessoas acha que quando está na frente de uma tela de computador suas vozes amplificam e não ligam para as consequências.

Na minha época, quando você queria tomar uma atitude infantil, babaca, covarde como essa você escrevia na parede do banheiro, mas hoje os babacas escrevem postam no Facebook. É o mesmo ato, apenas a abrangência que é bem maior. Mas a forma de aprender continua a mesma, na porrada!

Fonte: The Local

O Hobbit – Uma Jornada Inesperada

o-hobbit-bilbo

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Pois bem, assisti duas vezes ao novo filme de Peter Jackson, “O Hobbit”, que será uma trilogia. Eu acho uma ideia correta, “O Hobbit” é um livro apenas, mas o mundo que Tolkien criou é extraordinário, cheio de detalhes e isso nas mãos de um diretor que é entusiasta do universo Tolkien se torna uma maravilha e causa admiração. Peter Jackson trata com respeito a produção de Tolkien e a transforma em sucesso incontestável.

E esse entusiasmo de Peter Jackson pode ficar sujeito a exageros, um exemplo é o personagem Radagast, o Castanho. O mago apaixonado pela fauna e a flora poderia ter ficado de fora. Pois está li apenas para completar enredo e fazer fuxico. Mas vendo pela ótica de Peter Jackson ele quis infantilizar a história, afinal a classificação etária do filme é de 10 anos. A exposição infanto-juvenil é clara: um roteiro bem didático; nada daquele sangue preto dos Orcs e decapitações com tomadas distantes. Para quem não sabe, a obra de Tolkien é leitura obrigatória em escolas inglesas e “O Hobbit” é uma obra infanto-juvenil.

O filme é sensacional, um espetáculo visual! Mostra o passado da Terra-Média. Anões na Montanha Solitária! Smaug! Bordoada (sem sangue) e ruína! A velha é épica trilha sonora! Os velhos e bons truques de Gandalf! Ótima atuação de Martin Freeman como Bilbo e os anões com seu espírito aventureiro e alegre! O encontro da linda Galadriel com Elrond e Saruman no Conselho Branco! Saruman? Sim, ele ainda é um “mocinho”! Boas batalhas, mesmo que os companheiros de Thorin Escudo de Carvalho não sejam bons de porrada. Eles precisarão aprender isso na fauna hostil de Tolkien.

Você não leu o livro? E daí, vá lá assistir! Não se arrependerá! Mas depois leia o livro, é uma obra-prima! Infelizmente não tenho filho ainda, caso tivesse adoraria ler para ele “O Hobbit”! Mas voltando ao filme… Superou minhas expectativas, afinal era o filme que mais esperava para 2012 e é o melhor filme do ano! Ah, um conselho de amigo: assista ao filme em 48 fps! Mas o que é 48 fps? Não vou dá informações técnicas sobre isso, mas a imagem é mais perfeita! Eu assisti em 24 fps e senti a diferença.

Fiquei novamente atraído, absorvido, comovido, maravilhado com o reencontro da beleza da Terra-Média, viver novamente esses personagens! Estou na expectativa em relação aos próximos dois filmes, que venha o estrondoso confronto com Smaug!

Isso me causou uma ansiedade para ver “O Silmarilion” na telona… É pedir demais?

A nova voz do Brasil é de Brasília!

Ellen_Oleria

Ellen_Oleria

Ellen Oléria venceu o The Voice Brasil! E quebrou vários preconceitos… Negra, homossexual e feminista, a cantora conquistou o Brasil com sua simpatia e força. Seu som mistura samba, afoxés, jazz e hip hop. Com letras e melodias envolventes, a cantora e compositora demonstra flexibilidade como intérprete.

Influenciada pela multiplicidade na música de Gilberto Gil e Racionais Mc’s, pelas divas do samba Jovelina Pérola Negra, Clementina de Jesus e Lecy Brandão, pelo suingue da música africana de Bonga (Angola) e pelas vozes do soul e do R&B, Tina Turner e Nina Simone, a música de Ellen Oléria não deixa dúvidas sobre à que veio: representar a MPB = Música Puramente Brasiliense!

Nas poucas vezes em que assisti o programa The Voice Brasil acabei me surpreendendo com a qualidade e talento dos artistas que disputavam o grande prêmio. O novo reality conseguiu captar muita emoção vinda dos artistas e mostrou a que veio: trazer música de qualidade para as tardes de domingo.

Pelo visto parece que o propósito do programa foi cumprido. O Brasil escolheu a voz que mais combina com a nossa música. Com força, com raça, com sentimento, muito batuque e emoção.

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