Sociedade participa da construção do novo Portal do Software Público

Texto publicado originalmente no blog de Eduardo Santos

A Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão convidou a sociedade para participar da construção colaborativa da nova versão do Portal do Software Público. Na etapa presencial foram coletadas e classificadas as sugestões da sociedade, para mais tarde auxiliar a empresa contratada no Processo de Desenvolvimento.

Acesse o Portal e veja como foi: http://www.softwarepublico.gov.br/news-item320

Veja o restante do texto no Blog: Sociedade participa da construção do novo Portal do Software Público

DESAPARECIDOS

Desaparecidos

Alerta para todos! CUIDADO!

 

 

Tenho visto (e compartilhado) no Facebook, muitas fotos de garotas desaparecidas, em sua maioria, menores de idade.

Antes de compartilhar, verifico, nos comentários, se a informação é verídica e se a pessoa ainda não foi encontrada.
Não sei o que está acontecendo, mas recomendo que redobrem a atenção!
Não andem sozinhas, mesmo de dia, em locais suspeitos.

Divulguem esta informação para todos. Não vamos esperar alguém conhecido sumir, para tomarmos uma atitude.

 

Se você conhece alguém que está desaparecido, utilize o máximo de informações, tais como:

 

– Nome;

– Foto mais recente possível;

– Características (idade, tamanho, roupas, cabelo, cor da pele etc);

– Local em que reside (estado, cidade, bairro…);

– Último local, data e hora em que a pessoa foi vista;

– Meios para contato (no caso do telefone, colocar DDD, pois as informações compartilhadas na internet não vão parar somente em sua cidade);

– Faça um Boletim de Ocorrência (B.O.) na Polícia Civíl, para registrar o fato.

 

Para informar alguém desaparecido ou informar pistas do paradeiro de alguém, ligue para o SOS Cidadão: 0800-647-1407.

 

Abaixo, seguem alguns sites especializados em ajudar a encontrar pessoas desaparecidas:

 

http://www.pessoasdesaparecidas.org/

http://www.divulgandodesaparecidos.org/home.php

http://portal.mj.gov.br/Desaparecidos/

http://www.desaparecidos.gov.br/

http://desaparecidosdf.blogspot.com.br/

Você sabe o que é DRM?

Texto publicado originalmente no blog de Eduardo Santos

Você já deve ter ouvido falar ou lido de passagem em algum lugar sobre o termo DRM, e certamente ele fugiu à sua vista logo após lê-lo, mas será que você sabe o que significa?

A melhor explicação vem através de exemplos da vida real. Os “portadores” de Iphone se vangloriam do fato de todos os documentos de áudio e vídeo em todos os dispositivos estarem sincronizados através do maravilhoso aplicativo Itunes. Se você é Apple-fã e se identificou com o exemplo, deixe-me fazer-lhe uma pergunta: já tentou pegar alguma das músicas que você comprou baratinho pelo Itunes e passar para outro dispositivo, tipo outro celular ou um pen drive para colocar naquele novo som que você comprou? Certamente seria possível tocar o som do celular transmitindo os dados através de uma conexão bluetooth, mas por um acaso você já conseguiu parear seu dispositivo Apple com outro que não seja da mesma fabricante através do protocolo?

Um outro exemplo se você não é fanático pela marca: você já tentou baixar um vídeo do Youtube? E do Netflix, se é assinante do serviço? É possível assistir os filmes até no celular hoje em dia, mas é possível assistir o filme se estiver offline?

Para o público Nerd e jogador de videogame, o melhor exemplo é o Steam, que já falei aqui no blog. Você tem uma conta, associa jogos a ela e pode baixar onde quiser, desde que esteja conectado à conta. Outro dia minha Internet caiu e mesmo tendo o jogo instalado no dispositivo, simplesmente não conseguia jogar. O motivo informado pelo Steam era que não havia nenhum jogo salvo em minha conta, então eles não poderiam saber se era eu mesmo que estava jogando.

Poderia citar vários outros exemplos, mas a questão é sempre mesma: mesmo que você compre um filme no Itunes, ele não é necessariamente seu. A posse sobre ele só acontecerá enquanto sua conta estiver ativa na Apple, e NÃO PERMITE A TRANSFERÊNCIA ENTRE MÍDIAS. Aí está a essência do DRM, ao impedir que as pessoas transfiram produtos digitais entre as várias mídias disponíveis no mercado. A princípio pode parecer uma coisa boa. Afinal, estou sempre conectado à Internet e tenho recursos para utilizar minha conta, mas o que acontece quando a relação com o fornecedor for quebrada? O que acontece aos usuários da Apple se eles simplesmente não quiserem mais utilizar o Itunes?

O DRM utiliza a desculpa de estar implementando uma tecnologia anti-pirataria para remover a posse sobre algo que você comprou. Vejam o caso que aconteceu com o leitor de livros Kindle da Amazon: uma loja cadastrou (ironicamente) os livros de George Orwell 1984 e Revolução dos Bichos como seus e vendeu pelo incrível preço de US$ 0,99. Quando a Amazon percebeu que o preço era irreal e a empresa não tinha direitos sobre os livros, o que ela fez? Apagou os livros de todo o mundo dos dispositivos Kindle. Muita gente deve estar achando o caso bom, pois a empresa impediu que o dono dos diretos do livro fosse prejudicado. Contudo, não se trata de uma compra legal ou ilegal apenas, e sim do fato de que os livros não são realmente seus.

Já escrevi sobre o complexo emaranhado de licenças envolvendo propriedade intelectual, que enganou até mesmo artistas famosos como Roberto Carlos e Zé Ramalho. Você, usuário comum e sem conhecimento de direito, certamente não tem condições de avaliar o que pode ou não ser feito com a maior parte dos livros que tem, mas vamos tentar ilustrar com um exemplo. Suponhamos que você compre um livro técnico grande demais para carregar e que possui uma importante tabela que deve ser consultada frequentemente. O que você faz? Tira cópia e põe no bolso. Você pode fazer isso? Reflita.

Agora imaginemos o seguinte caso: alguém te vende uma cópia do livro 1984, mas que você não sabe se tratar de uma cópia pois a capa, o texto, enfim, tudo remete ao livro original. Você lê, coloca na sua estante e desconhece completamente a ilegalidade do livro. Um belo dia, alguém bate à sua porta, entra na sua casa, pega o livro sem te consultar e quando você perce ele simplesmente não está lá. Ele pode fazer isso? Reflita.

Já está claro pelos exemplos acima que você realmente não possui o que compra com DRM, certo? Você pode estar achando isso um grande problema ou ignorando completamente, mas o grande ponto de toda a discussão é que não se trata somente da posse do produto. Ian Hickson, um dos caras que está liderando a discussão pelo lado do Google, escreveu um texto em seu Google+ que traz várias reflexões interessantes. A primeira delas é que o DRM é tecnicamente impossível, pois sua definição está algoritmicamente errada. Os motivos são óbvios (tradução pessoal do inglês):

  1. DRM tenta impedir as pessoas de copiar o conteúdo enquanto permite que outras vejam o mesmo conteúdo;

  2. Não é possível esconder algo que está se tentando mostrar;

  3. Os maiores casos de pirataria (Ex.: vazamento de filmes) normalmente têm origem em fontes que não estão sujeitas ao DRM na origem. O vazamento costuma vir de alguém que tinha uma cópia sem proteção no próprio estúdio.

Se o DRM é impossível tecnicamente, por que as empresas continuam tentando? Aí vem a grande reflexão apresentada por Ian: DRM não tem a ver com pirataria. É uma vertente da batalha que as fabricantes de conteúdo estão travando com as fabricantes de reprodutores de conteúdo. Quando alguém faz um DVD e coloca propaganda lá dentro, ele espera que você assista à propaganda que ele colocou. Se você conseguir gerar uma cópia do DVD que pule a propaganda está deixando o fabricante infeliz, pois aquele espaço no começo do DVD perde valor comercial.

O duelo da Apple não é somente com os fabricantes de celulares pelos melhores serviços; em algum momento é possível que exista Itunes para Android. Contudo, quantos dos famosos MP9 chineses existem no Brasil e tocam qualquer tipo de aúdio?

A grande batalha da indústria é impedir e/ou garantir que possa controlar o meio pelo qual você acessa os seus arquivos, pois esse modelo permite o controle da distribuição como sempre existiu. Se você pode utilizar um celular para baixar música pelo mesmo preço que no Itunes e ainda pode transferir para vários outros dispositivos, por que utilizar o software da Apple?

A computação em nuvem torna tudo mais perigoso, pois quase todos os nossos arquivos estão na nuvem ou copiados nela. E se o Dropbox decidir apagar um documento que você colocou lá alegando que ele continha conteúdo que infringe a segurança nacional dos Estados Unidos da América? Sim, eles podem fazer isso.

Se você utiliza algum desses serviços que utiliza DRM, é hora de pensar qual a importância do conteúdo adquirido por aquele meio. Se você respeita a liberdade, precisa se movimentar no sentido de impedir que especificações perigosas tornem-se uma realidade na Internet. Só existe uma coisa que pode impedir tais coisas de se tornar realidade: ativismo em complemento ao ciberativismo.

Veja o restante do texto no Blog: Você sabe o que é DRM?

O rosa socorrendo as mulheres

ovo

ovo

A Páscoa está chegando! E seu real significado ninguém lembra, o que a maioria das pessoas lembra é na pasta feita de cacau, açúcar e várias outras substâncias aromáticas para alimentar as criancinhas. E parece que resolveram lançar Kinder Ovo com brinquedos para meninos e meninas. E rolou certa revolta nas redes sociais entre a galera que acha que exista cor de menina e cor de menino. O que é uma bobagem, ninguém pode impor a cor rosa ou azul, por exemplo, na vestimenta de uma criança.

Enquanto a Internet tentava combater esse mal com futilidades, no mundo real um grupo colocava em bom uso essa combinação de cores; é o pessoal da OXFAM, uma confederação de 13 organizações e mais de 3000 parceiros, que atua em mais de 100 países na busca de soluções para o problema da pobreza e da injustiça, através de campanhas, programas de desenvolvimento e ações emergenciais. Em um projeto, no Camboja, eles doaram telefones celulares para líderes comunitárias. Treinaram as mulheres em como utilizar os aparelhos para se comunicar com outras líderes da região. Esses celulares já ajudaram a fazer partos e também são usados em casos de violência doméstica.

Veja o vídeo com depoimentos das beneficiadas:

Mas o que a OXFAM tem a ver com as cores? Os celulares em questão são rosas, a cor que cria divisão de gêneros. O rosa deixa de ser sexista por ser benéfico às mulheres? É um sexismo bem-sucedido esses celulares rosas, a ONG tornou os aparelhos indesejáveis para os machões cambojanos.

Atriz pornô tomando no furico

MISS-TEEN-DELAWARE

MISS-TEEN-DELAWARE

A Miss Delaware Teen USA, Melissa King de 18 anos se deu mal. Ganhou o título de Miss mas não levou, quando os organizadores descobriram que ela havia feito um vídeo pornô para o GilrsDoPorn.com. Regras são regras! Miss tem que ser tipo a Sandy, faz, mas todo mundo finge que é pura. E a pior, Melissa negou tudo. Para o Delaware Online ela declarou que estava ciente de comentários dizendo ser ela a mulher no vídeo, mas que os comentários não eram verdadeiros. Para o USA Today, disse que “absolutamente não era a mulher do vídeo”. Esta é a introdução do vídeo:

Se mostrando uma completa mula Melissa não pensou ano passado que fazer pornô na Internet poderia ser prejudicial no futuro. Os produtores pornôs morrem de medo de processos e para isso fazem com que as “atrizes” assinem contratos, obviamente, e façam declarações em vídeo de que vão fazer a cena, cedendo os direitos e que agem por livre e espontânea vontade:

Faça o que quiser de sua vida, mas tenha um mínimo de honestidade de assumir o passado. Só porque você diz que algo não aconteceu não é suficiente para que tudo se apague. Subestimar a inteligência alheia também não é uma boa ideia.

Talvez Melissa tenha se dado bem. Como acontece em todo o mundo, o YouPorn ofereceu US$250 mil para que ela estrelasse um filme educativo.

Bradley Bravo Manning

Texto publicado originalmente no blog de Eduardo Santos

O soldado norte-americano Bradley Manning, acusado por ter vazado informações sobre as guerras do Iraque e Afeganistão para o site Wikileaks, confessou culpa em 11 das 22 acusações que foram imputadas a ele na corte dos EUA. Um relato completo sobre o caso pode ser encontrado aqui (em inglês): http://rt.com/usa/manning-sentence-wikileaks-assange-626/

Dada a notícia, imaginemos o contexto da acusação. À primeira vista, pode parecer errado a qualquer um que um soldado com acesso a documentos sigilosos decida simplesmente vazá-los para a imprensa. Afinal, ele trabalhava na área de inteligência do exército e não dá nem pra imaginar o tipo de material ao qual ele tinha acesso. Contudo, imagine você, possivelmente um militar ou um funcionário público, vendo alguns de seus companheiros de trabalho que pilotam um helicóptero com altíssimo poder de fogo, atirando contra civis e se divertindo com isso. O que você faria?

Quer imaginar? Então simplesmente veja esse vídeo.

 

Eu não sou jornalista mas certamente deve ter algum que vai ler isso daqui. Aí eu pergunto: qual o valor jornalístico que um material como esse tem? Podem ver que havia um repórter da Reuters, um dos atingidos pelo helicóptero, tentando obter fotos certamente piores do que essas. A divulgação do material só foi possível por causa do Wikileaks.

Não há dúvidas de que a publicação de conteúdo e/ou notícias está passando por uma grande mudança, e o Wikileaks é parte fundamental nela. Esse portal, que tem como objetivo permitir aos usuários publicarem suas próprias notícias, poderia ser potencialmente um mini Wikileaks. Suponhamos o caso em que algum funcionário público poderoso te peça propina. O que você pode fazer? Publicar no Correio Brazilliense? Dificilmente, mas a Internet tem o poder de dar voz a todos os cidadãos.

Soma-se a tudo isso o fato de que os dados liberados por Manning tiveram uma repercussão muito grande na Internet, permitindo um verdadeiro debate sobre a situação nas redes sociais. Barack Obama soube se aproveitar muito bem de tudo o que estava acontecendo, e muitos dizem que a nova geração o elegeu por causa da rede e através dela, impulsionando sua campanha como doações. Não fosse a Grande Rede, talvez nada disso tivesse acontecido e Manning teria sido condenado do mesmo jeito.

Já falei muitas vezes sobre a desobediência civil como ferramenta de mudança, e certamente estamos vendo um caso de desobediência militar que foi, de acordo como muitos, o principal motivo para o fim nas guerras de Iraque e Afeganistão. Obviamente, toda desobediência tem um custo, e Manning quase que certamente vai pagar por ela: 20 anos de prisão somente pelas condenações nas quais ele se declarou culpado.

Assim como o Grande Aaron Swartz, Bradley Manning é um importante agente de mudanças de nossa geração. Junto com Julian Assange, fundador do Wikileaks, tornou-se o principal responsável pela reconstrução da circulação de informação privilegiada na imprensa. Nada mais de declarações em off ou troca de favores: pura e simples divulgação de informação que alguém, no caso um funcionário público militar, não poderia mais ocultar e se calar.

O mais impressionante ainda? Por causa da similar americana da Lei de Acesso Informação (LAI, para os íntimos), o próprio julgamento tem todos os seus documentos publicados. Em outros casos poderia ser montada uma mega operação de “abafa” para simplesmente “sumir” com ele ou promovê-lo para um local distante e mantê-lo calado. Deem uma olhada nesse filme e vejam do que estou falando. Com a publicação de todo o caso, simplesmente não é mais possível fingir que o evento não aconteceu.

Os tempos estão mudando, mas as pessoas também estão. Agora a voz de todos é importante, graças ao poder das redes. E como muito sabiamente me disse uma vez o amigo Jomar Silva:

“Todo o mundo pode ser um imbecil numa sala fechada, mas dificilmente continuará sendo em público.”

Mais eficiente do que fiscalizar o trabalho de alguém, é simplesmente mostrar o que ele está fazendo. A população é capaz de julgar o resto.

Veja o restante do texto no Blog: Bradley Bravo Manning

A agradável alma gêmea dispensável

tirinhabaloon

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Peguei-me refletindo sobre os relacionamentos… Normalmente, as pessoas saem à caça de sua alma gêmea, aquele ser que finalmente as tornará completas, ao invés de encontrar alguém e decidir investir no relacionamento. Essa inversão gera o comodismo em relações infelizes e as decepções por seu par perfeito não ser tão perfeito assim.

Não deveria haver a necessidade de alguém para nos completar. Uma pessoa incompleta não está pronta para se apaixonar e investir em um relacionamento, valorizando as qualidades do outro, exercitando a cumplicidade, adaptando-se aos defeitos e sendo feliz na vida a dois com todas suas dificuldades e complexidades.

As pessoas não se preocupam em viver a própria vida, se preocupassem em serem efetivamente felizes casadas, solteiras, viúvas ou enroladas, os relacionamentos (todos eles, inclusive entre familiares e amigos) seriam mais verdadeiros e bem-sucedidos.

Estou aqui ditando regras? Não. Nunca me casei, mas tive relacionamentos com os quais aprendi bastante. Cada namoro, casinho, ficada ou paquera me ensinou algo sobre mim mesmo e sobre as relações a dois, assim como cada história de terceiros que acompanhei. Por isso, não estou ditando regra alguma, apenas compartilho minhas conclusões. O “felizes para sempre” em que acredito é uma consequência de duas almas completas que se complementam.

Se em seus pensamentos está o alerta “hora de se casar”, seja para constituir uma família ou apenas pelo prazer de ter um companheiro (a), um conselho: não faça da busca sua prioridade, sob o risco de se tornar realmente uma pessoa incompleta.

Alma gêmea? Seja você a sua alma gêmea, complete-se e invista na relação com quem estiver disposto a investir em você. Ame e seja amado, cuide e seja cuidado, admire e seja admirado, viva e deixe viver, ceda e exija, se conheça, conheça o outro, respeitem-se e lidem com os defeitos, ambos os têm.

A vida é bem mais gostosa quando há alguém ao nosso lado.

Que venha o vindouro futuro!

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E lá se foi o primeiro mês de 2013… E de tudo o que li em 2012, o que mais me agradou foram os artigos que indicam as tendências para a vida no futuro, principalmente nos grandes centros urbanos. É sempre bom ver a própria utopia se transformando em mainstream. Então eu me coloco a fazer minhas próprias previsões futurológicas. Posso?

O futuro é local. A ideia é morar, trabalhar, estudar, comprar e fazer amigos tudo no mesmo quadrado, e de quadrado nós brasilienses entendemos. Menos engarrafamentos, mais tempo para família e lazer e mais senso de comunidade proporcionarão uma melhora sensível na qualidade de vida de quem seguir essa tendência. O apoio à economia local e a mudança dos meios de transporte, dispensando muitas vezes o uso de carro e incentivando caminhada, bicicletas e transporte público, nessa ordem, trarão benefícios à comunidade, à saúde e ao meio ambiente.

Todo esse esforço de localização pode sair muito caro, portanto nada de muita metragem nas casas e apartamentos. Não é necessário ter uma casa do tipo “meu lar, meu castelo”. Isso acarreta economia de energia e outros recursos, mas também faz com que o acúmulo de bens materiais fique mais difícil. Uncluttering também está na moda. Não sacou? Uncluttering: “desbadulaquização”. Tudo isso faz com que sobre mais tempo para viver. É um círculo virtuoso.

Resiliência, essa é a palavra de ordem. Ainda que seja assim, de brincadeira, as pessoas estão acumulando habilidades que as fazem menos dependentes da máquina externa. Quem duvidar pode conferir os novos blogs de artesanato, jardinagem e hortas, e todo tipo de atividades faça-você-mesmo. Agricultura urbana definitivamente é o futuro. Você ainda vai comer muita salada de varanda.

Produtos serão gradualmente substituídos por serviços e parcerias. A internet está aí para facilitar a conexão de pessoas de um mesmo CEP com os mesmos interesses. Isso vai aquecer o mercado de usados, o aluguel de equipamentos grandes e até carros entre pares, o compartilhamento de serviços, e a troca de conhecimento em comunidades próximas.

Isso com certeza irá acontecer, e quero estar lá para ver e você?

Você ainda saberá coisas que nem imaginava das pessoas

facebook-privacidade

facebook-privacidadeNa Internet existe vários mundos, e um dos mais frequentados é o mundo dos apreciadores do voyeurismo, exibicionismo, fetichismo e outras coisas taradas em geral.  O que não há nada de errado nisso. E esse mundo é repleto de fotos e vídeos de gente no mais variado estado de nudez, gente que se expõe por hobby.

A segurança dessa gente era a impossibilidade de associar nomes às fotos. Agora isso tudo mudou. Agora é possível fazer datamining de imagens, associando com bases de dados em Facebook, Instagram e afins. Antigamente eram poucas as fotos e informações online e quando alguém reconhecia a pessoa nas fotos ficava calado. É complicado dizer que estava fuçando pornografia quando deu de cara com uma amiga, por exemplo. Hoje nós mesmos subimos dados pessoais e nossos amigos nos marcam em suas próprias fotos.

Não cabe aqui fazer julgamento moral. Pode não parecer, mas vivemos em um país conservador. Semana passada mesmo a Myrian Rios virou notícia por expressar suas ideias medievais relacionadas a sexo. Foi prontamente questionada por muitos que postaram fotos da época em que ela posou nua. Hoje é possível saber muito mais sobre uma pessoa do que imaginávamos há 10 anos, um exemplo é colocar uma foto de alguém no sistema de buscas por imagem do Google.

Aos poucos a privacidade online deixará definitivamente de existir. Teremos que nos ajustar a uma realidade onde descobriremos coisas que nem imaginávamos das pessoas. A Internet vai mudar a forma com que a sociedade encara o caráter moral das pessoas e isso fará vítimas, pois o mesmo pai que pula a cerca achará um absurdo que sua filha tenha mandado uma foto de seus seios para o namorado.

Quer privacidade, não publique! Quer aumentar os níveis de privacidade, não viva! Pois como descrito acima, seus amigos podem postar fotos suas e te marcar. Mas isso algum dia será incorporado ao dia-a-dia das pessoas da mesma forma que o “não aceite carona de estranhos” foi incorporado depois da popularização dos automóveis.

O Google matou o burro!

burromorto

burromorto

Em vários lugares do mundo o Google Street View é visto como uma invasão de privacidade. Na Alemanha uma cidade baniu os carros da empresa de registrarem suas ruas. No Brasil um sujeito que foi fotografado vomitando na rua processou e ganhou uma indenização, mesmo o Google tendo borrado seu rosto.

O Google não contente em “humilhar” humanos, aparentemente mata animais, e logo onde eles estão mais ameaçados, na África. A Internet se indignou quando veio a tona uma imagem feita pelo carro do Google Street View na região de Kweneng, Botswana. É a imagem que abre este post. Aparentemente o carro da empresa atropelou um burro.

Vários órgãos da imprensa (Daily News, The Sun, Al Jazeera, Fox News, O Globo, Época) cobraram uma posição dos responsáveis e uma atitude das autoridades. A ação veio por parte do blog oficial do Google Street View. Nele Kei Kawai, Group Product Manager do Google Maps esclareceu a situação: O burro não estava morto, não havia sido atropelado. Resumindo: A violência que imaginávamos não aconteceu. O burro estava apenas dormindo, ou tomando um banho de areia. A preocupação era desnecessária, com a passagem do carro ele se assustou e se levantou como comprovam as imagens:

burrovivo

Imprensa internacional relaxa, os burros somos nós!

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