Mais médicos, menos ideologia.

medicos

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O projeto “Mais Médicos” é bom e necessário, levar médicos para quem precisa. Não podemos crucificar médicos que não querem ir para esses lugares necessitados. Lá muitas vezes eles não têm equipamento, medicamento e suporte. Ficam longe da família e da civilização. Ganham menos do que ganhariam trabalhando em suas cidades natais. “Ah, mas são médicos!” Sim, e isso significa que devem se sacrificar? “Ah, mas o juramento deles!” Não sejamos ingênuos! Se a maioria dos médicos brasileiros não quer trabalhar nesses lugares necessitados que enviem pra lá aqueles que querem. E isso não tem nada a ver com política, isso é um favor administrativo.

É ignorância ser contra o programa. Já disse, é direito de qualquer médico não querer trabalhar nesses lugares necessitados, mas se não que ir não perca o tempo vaiando quem quer. E quem critica não sabe nem porque está criticando ou acha que tal medida beneficia o seu partido de oposição, contribuindo para o aumento de ignorantes por meio da desinformação. Como tudo na vida, tem seus pontos negativos e positivos. Então é preciso procurar se informar:

  • O programa “Mais Médicos” vai levar médicos brasileiros, os que se inscreveram, e de diversos outros países, não só cubanos, para o interior do Brasil.
  • No interior do país não têm infraestrutura e muito menos medicamentos, mas terá médicos. Vale a pena? Imagine você doente, por exemplo, no meio do deserto, você gostaria de ter por perto um médico? Pois é, é o primeiro passo.
  • Porque a maioria das pessoas só reclama dos cubanos? E os médicos de outras nacionalidades? Os direitos e deveres valem para todos. A maioria reclama dos cubanos por uma simples questão ideológica. Tendo os mesmos direitos que os demais médicos os cubanos são tão bem vindos quanto qualquer outro médico.

Mas algumas perguntas ainda não foram respondidas:

  • Porque os médicos cubanos, se desejarem, não poderão pedir asilo?
  • Porque não poderão se casar com brasileiras?
  • Porque irão receber apenas 20% do montante pago e o restante irá para o governo de Cuba?
  • Porque eles precisam de fiscais e não podem sair das cidades para onde serão designados nem para passear?

A população brasileira precisa dessas respostas. O ministro Padilha disse: “Eles estão submetidos às leis trabalhistas de seus países de origem”. Se isso for verdade os médicos europeus se deram muito bem. Aaah, é por isso que não apareceu nenhum médico chinês?

Imagino que os donos de indústrias também ficariam muito felizes se pudessem importar mão de obra vinculada as leis trabalhistas de origem. Imaginem as fábricas repletas de mão de obra oriunda de países africanos miseráveis onde não existem leis trabalhistas? Se o governo pode porque a iniciativa privada não?

Ao que parece, esse programa tem em vista somente entregar 60 e 80% dos R$ 40 milhões/mês ao governo cubano. Culpa da falta de transparência do governo brasileiro. Brasil, é preciso mais transparência e menos ideologia.

Cuidem dos seus próprios chifres

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Semana passada aconteceu uma polêmica envolvendo o Emicida. Um grupo de feministas acusou o cantor de pregar misoginia por causa da música “Trepadeira”. Na música o sujeito conhece a mulher, se apaixona, começa um relacionamento e descobre que ela o está o traindo. O grupo de feministas entendeu que a letra é uma afronta a mulher e sua liberdade sexual, sendo que isso não é liberdade sexual. É falta de respeito, independente do gênero.

O rapaz fica revoltado e destila o veneno:

Merece era uma surra de espada de São Jorge,
um chá de comigo ninguém pode.

(É, eu vou botar teu nome na macumba viu?! se segura!)

Versos que foram interpretados como um apoio a violência contra as mulheres. Existem dois tipos de pessoas traídas: as que levaram chifre e as que não procuraram saber. Se for homem é visto como perdedor, se for mulher é vítima. E os que traem? Se for homem é visto como galinha, se for mulher é pistoleira. Triângulos amorosos são essenciais para a dramaturgia. Uma das músicas mais populares do Brasil, “Detalhes”, é pura dor de corno:

Eu sei que um outro / Deve estar falando / Ao seu ouvido / Palavras de amor / Como eu falei / Mas eu duvido! / Duvido que ele tenha / Tanto amor / E até os erros / Do meu português ruim / E nessa hora você vai / Lembrar de mim

Renato Russo também foi chifrado, com “As Flores do Mal”:

Cadê as feministas acusando Renato Manfredini Júnior de machista? Ah, o indivíduo em questão é um rapaz! Sim, gays também traem!

A traição também é cantada por mulheres. Um dos clássicos da Disco Music é sobre uma mulher dando a volta por cima e botando o otário para correr:

Existe um termo na literatura chamado de Eu lírico. Esse termo demonstra o pensamento geral daquele que está narrando o texto. A junção de todos os sentimentos, expressões, opiniões e críticas feitas pela pessoa, que no caso seria o narrador ou a pessoa central ao qual o texto está se referindo. O Eu-lírico é o “eu” que fala na poesia. Que são caracterizados por não expressar os sentimentos do autor.

A revolta diante da traição existe e qualquer pessoa, não hipócrita, admite que já fantasiou em algum momento um acontecimento semelhante com os versos do Emicida. Então, negar ao Emicida o direito a esse sentimento é exigir uma ética na ficção que ninguém consegue nem na vida real.

Cantar a paixão é válido, mas sofrer as consequências da dor também é.

A Mulher-Maravilha perdeu a sua complexidade

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No Universo DC a Mulher-Maravilha é um dos personagens mais difíceis de entender. A mitologia em torno dela é muito fácil de cair no sexismo. Mulher-Maravilha não é simples como um garoto rico que testemunhou o assassinato de seus pais. Diana é uma princesa, filha da rainha das amazonas. Sua mãe a criou a partir de uma imagem de barro e cinco deusas do Olimpo deu vida a essa imagem e a presentearam com superpoderes.

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A atriz Lynda Carter interpretou a personagem na série de televisão exibida durante a década de 1970.

A Mulher-Maravilha funcionou bem na TV na década de 1970, interpretada por Lynda Carter. Em 2011 Adriane Palicki foi escolhida para ser a protagonista da nova série “Mulher Maravilha”, mas sua versão não vingou e obviamente foi comparada à de Lynda Carter, que habita até hoje o imaginário dos fãs. Os autores se esquecem de que amazonas são guerreiras, e que o foco não é o “paraíso feminino” onde a Mulher-Maravilha mora. É complicado explorar isso em filmes.

Recentemente também foi lançada uma excelente animação. Em um futuro sombrio, Aquaman e Mulher-Maravilha envolvem seus povos em uma guerra:

Mulher-Maravilha foi criada em 1942 por William Moulton Marston, psicólogo, teórico feminista e inventor do detector de mentiras. Teve uma relação poligâmica com duas mulheres, Elizabeth e Olive, que serviram para inspirar e influenciar a personagem. “A Mulher Maravilha possui uma gigantesca força física (comparável à do Super-Homem), fazendo com que ela consiga, com facilidade, erguer toneladas, mas com o charme de uma mulher”. Sim, feminista, ainda mais homem, é um saco desde aquela época.

Inspirado em suas duas mulheres, Marston desenvolveu a Mulher-Maravilha junto com Elizabeth. Para criar a Mulher-Maravilha, Marston foi inspirado também por Olive, uma mulher que viveu com ele em situação de poligamia. Para escrever as aventuras em quadrinhos da nova super-heroína, Marston usou o pseudônimo de Charles Moulton, combinando seu nome do meio com o nome do meio de Olive.

O laço mágico e inquebrável da Mulher-Maravilha que faz com que as pessoas tocadas digam a verdade é uma alusão ao polígrafo, criação de Marston e mais conhecido como detector de mentiras. Marston, com suas experiências, tentou criar uma personagem mais honesta e confiável do que os homens. Daí, segundo Marston, a Mulher-Maravilha seria a propaganda psicológica para o novo tipo de mulher que devia governar o mundo, a representante de um modelo particular do poder feminino. Claro, ele não conseguiu.

Marston era um fetichista e introduzia suas preferências nos quadrinhos. Havia alguns casos em que eram óbvio os símbolos fálicos usados:

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Os símbolos fálicos exigem um esforço do leitor, mas é óbvia a metáfora visual:

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Mais um exemplo das preferências fetichistas de Marston nos quadrinhos:

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Como esta:

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Era perfeitamente natural que a Mulher-Maravilha soubesse costurar, mostrando que Marston estava preso às convenções de seu tempo. Hoje em dia ninguém acha estranho o Peter Parker costurar seu próprio uniforme, mas nos anos 1940 o Homem-Aranha costuraria seu uniforme ou MANDARIA a Mary Jane costurar?

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A Mulher-Maravilha estava constantemente sendo amarrada ou amarrando alguém. Aliás… Alguém não, mulheres.

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Ultimamente não se ouve falar muito de Mulher-Maravilha. Explorar o fetiche, como nos anos 40 não seria aceitável. Os pais ficariam com medo de seus filhinhos desenvolverem gosto, por exemplo, pelo sadomasoquismo. De um ícone feminista que representava uma mulher em controle de sua sexualidade, a Mulher-Maravilha se transformou em uma gostosa, fantasiada e poderosa. Não é a toa que ninguém hoje em dia consegue fazer a personagem, a Mulher-Maravilha perdeu a sua complexidade.

A vida não é feita apenas de putaria, Google!

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Umas das formas de vender quando se trabalhar com propaganda é ter conteúdo, aí está o 1º Sutiã e o Garoto Bombril que não me deixam mentir. Mas existe outra forma que é… SEXO! Por exemplo:

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Mulher bonita sempre foi e será um meio usado pela propaganda e na Internet acontece a mesma coisa, um exemplo é o YouTube. Apesar de tentar manter o ambiente familiar, no YouTube existe muita sacanagem escondida e quando um vídeo viola as regras e começa a ganhar um caráter popular, é removido. Mas existe algo que o YouTube não conseguiu impedir, é o chamado Reply Girls.

O Reply Girls se tornou uma praga, mas afinal o que é Reply Girls? São apenas vloggers, só que elas têm algo que, por exemplo, o Felipe Neto não tem: PEITOS! Elas não falavam sacanagem e nem sexualizam, elas apenas caprichavam no decote, vão a um vídeo, selecionavam a opção de “Responder com vídeo” e pronto.

O vídeo não tem nada a ver com o vídeo original, mas aparece listado, assim:

Replygirl

Resumindo, as Reply Girls ganhavam milhares de visualizações, faturavam bastante com AdSense, não forneciam conteúdo algum e seus peitos não passavam de simples acessórios. E com isso os anunciantes começaram a reclamar, e o YouTube soltou uma versão nova de seu algoritmo de recomendação, diminuindo a importância dos tais vídeos das Reply Girls.

E agora está surgindo outra praga, gente que coloca frames únicos nos vídeos com cenas de sacanagem (como eu já disse é o que vende) mas o conteúdo não tem nada de obsceno. Com isso os tais algoritmos do Google não detectam nada de anormal. E depois que a pessoa clicou e validou a exibição do anúncio? Dinheiro em caixa!

É claro que essa praga apareceria no YouTube Brasil. Por exemplo, uma cena claramente de sexo explícito com a funkeira Anitta:

A mídia online hoje é uma concorrente direta dos formatos tradicionais. Um exemplo disso é a Netflix ter escolhido A Toca, da Parafernalha como primeira produção do site fora dos EUA. Isso mostra um respeito com o público e com as produções nacionais. E o Google não mostra respeito nem com o seu próprio serviço.

Japa e sua “mão-namorada”

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Quem nunca precisou de uma mão amiga, não é mesmo? Mas eis que descubro isto:

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O rapaz se chama Keisuke Jinushi, é fotógrafo e postou um tutorial ensinando como forjar uma namorada e tirar onda com os amigos. Veja:

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O mundo está mudado realmente, eu sou do tempo que para o homem fingir que tinha namorada pagava-se uma prostituta para ir com ele nas festas.

Fonte: Geekologie

Japoneses fazem propaganda nas coxas

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Um briefing simples: O Japão gasta US$ 3 bilhões em mídia veiculando em outdoors e as cidades estão lotadas de propaganda. Com pouca verba, como chamar a atenção de um produto? SIMPLES! Colocando a propaganda onde os olhos do povo estão. Mas o que isso significa em uma sociedade machista e patriarcal? MULHEEER!

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Escolheram jovens com mais de 18 anos e aplicaram decalques de propaganda nas coxas delas. Elas deveriam usar minissaias e meias 3/4. Ter pelo menos 20 amigos em redes sociais para publicarem pelo menos duas fotos das propagandas nas tais redes. Em troca ganhariam US$ 121 por coxa/dia. Deu certo? Não sei. Mas sucesso, com certeza.

Veja o vídeo das japinhas demonstrando a “mídia”:


Fonte: Quartz

Raimundos lança crowdfunding para novo disco

Raimundos

Raimundos

Crowd o quê?! Quer saber melhor como funciona o crowdfunding? O Profº. Canisso explica:

Nos anos 90, os Raimundos eram uma das maiores bandas de rock do Brasil e vendiam centenas de milhares de cópias dos seus discos. O grupo atualmente formado por Digão (vocal e guitarra), Canisso (baixo), Marquim (guitarra) e Caio (bateria) não tem mais contrato com gravadora e conta com a ajuda dos fãs para gravar seu próximo disco, Cantigas de Roda.

Eles criaram um projeto de crowdfunding, para arrecadar o valor de R$ 55 mil para a gravação do disco em Los Angeles, no estúdio Firewater, com o produtor americano Billy Graziadei, membro do Biohazard. Faltando ainda 54 dias para terminar a campanha, eles já arrecadaram mais de R$ 30 mil, mais da metade do valor necessário para realizar o projeto.

A colaboração tem valores a partir de R$ 10, e vão ganhar o download gratuito do disco e prêmios especiais, de acordo com o valor doado. A partir de R$ 35, o doador recebe o CD físico original, além do download. Com R$ 50, o CD vem autografado. Quem doar R$ 80 pode levar também uma camiseta oficial ou a versão em vinil do disco, quem doar R$ 100 será convidado para o show de lançamento, e por aí vai…

Confira o vídeo em que a banda explica o projeto:

Novo álbum dos Móveis Coloniais em exclusividade

Móveis Coloniais de Acaju - De Lá Até Aqui

Móveis Coloniais de Acaju - De Lá Até Aqui

Extra Extra! O novo álbum, De Lá Até Aqui, dos Móveis mais divertidos de Brasília já está na Deezer, em exclusividade! Terceiro trabalho da big band brasiliense mistureba pop pula-pula está em pré-estréia só lá. Dá play aí, calangada!

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