O processo das sex tapes

Paris Hilton
Diego Costa, Eduardo Santos curtimos este post

No Brasil considera-se fazer pornô fim de carreira, mas frequentemente vemos esses atores e atrizes na TV, por exemplo Gretchen ou Rita Cadillac. Quando a TV não aceita mais esses atores, eles resolvem aceitar Jesus, denunciam a indústria do pornô para voltarem novamente para a TV. E ganham a vida com o dinheiro dos royalties das vendas dos mesmos DVDs pornôs de outrora, e é claro que não recusam esses royalties. Esse é o interessante mundo da safadeza tupiniquim. Completamente o oposto dos EUA. Poucas atrizes fazem o salto do explícito para as grandes mídias. A única exceção é a linda Dita Von Teese, que vende seus antigos DVDs pornôs no próprio site, sem problema.

As sex tapes (vídeos de conteúdo erótico) viraram moda, e as mulheres envolvidas eram vistas como “vítimas”. Logo não havia grande culpa moral a se atribuir a elas, quando os homens maus roubavam e publicavam os vídeos. Nenhuma das envolvidas procurava na justiça o direito de deter a distribuição dos vídeos, apenas receber parte dos lucros. É o caso da Pamela Anderson e Paris Hilton, que trilharam um caminho de muito “sucesso”. E recentemente temos o caso de Kim Kardashian. Então o mercado pornô investiu nisso e começou a oferecer propostas para ex subcelebridades, por exemplo Tila Tequila.

Para o grande público e para a moral e bons costumes da grande mídia, ex subcelebridades que fazem sex tapes é aceitável, as que fazem pornô não. Difícil entender esse moralismo seletivo, onde condena quem é justo em suas intenções e recompensa a hipocrisia. Excluindo as atrizes de moral questionável que querem sair desse mundo, garantindo que a única coisa que sobra para elas é continuar a fazer os filmes que os moralistas acham destituído de mérito.

Esses moralistas querem desfrutar de algo ou alguém para condenar, ao passo que discretamente consomem o tal “lixo moral” que publicamente condenam.

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