O Mundo das Cervejas Especiais

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A cerveja é muito mais do que “clara” ou “escura”. Existe uma grande complexidade por trás dessa bebida milenar, tão consumida mundialmente.

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Basicamente, temos as populares cervejas pilsen (ou pilsener, estilo originado da cidade de Pilsen, situada na região da Boêmia, na atual República Checa), que é um tipo de cerveja de baixa fermentação e produzida em grande escala. A simplicidade para por aí.

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Em 23 de abril de 1516, foi promulgada a lei de pureza da cerveja, a lei Reinheitsgebot, pelo duque Guilherme IV da Baviera. Essa lei instituiu que a cerveja deveria ser fabricada apenas com água, malte de cevada e lúpulo. Até hoje, essa lei é seguida, para se ter uma cerveja puro malte.

 

 

No entanto, a cerveja é, a meu ver, a bebida de aromas e sabores mais complexos. Isso, porque, além da lei de pureza da cerveja, ainda existe uma grande diversidade de estilos de cervejas, com diferentes ingredientes que conferem a essa bebida, sabores únicos e muito distintos.

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Em mosteiros, para enfrentar o período de jejum, os monges se alimentavam de cerveja, que era e ainda é chamada de pão líquido. A concentração de ingredientes faziam com que a cerveja sustentasse os monges, em seus jejuns. Muitas cervejas, famosas pelo mundo todo, são produzidas em mosteiros. Mas existem apenas 8 cervejas trapistas (reconhecidas como tal), produzidas por mosteiros trapistas: 6 na Bélgica, 1 na Holanda e 1 na Áustria.

 

Os estilos variam, de acordo com os ingredientes utilizados e a forma de produção. Também existem estilos tradicionais e estilos que vêm surgindo, de alguns anos para cá. No Brasil, por exemplo, temos cervejas produzidas com ingredientes genuinamente brasileiros, como a mandioca (ou aipim ou macaxeira). Também existem cervejas exóticas, pelo mundo, com ingredientes inusitados, como bacon, peixe, leite etc.

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Aos que gostam de cervejas mais amargas, a adição generosa do lúpulo é bem vinda. Para medir o amargor da cerveja, existe uma escala, chamada de IBU (International Biterness Unit). Quanto maior o IBU, mais amarga é a cerveja, ou seja, mais lúpulo em sua composição.

As cervejas escuras (diferente das malzbiers, que tem sua coloração escura devido a adição de caramelo e xarope de açúcar), tem sua coloração, devido a adição de maltes tostados. Sua produção também é bem diversificada, pois a combinação de outros ingredientes formam estilos diferentes.

Dentre as cervejas claras, existem as de trigo (que também podem ter suas versões escuras). Ao contrário do que muitos pensam, as cervejas de trigo também levam, em sua composição, a cevada. As cervejas de trigo trazem um leve sabor e aroma de banana e cravo, que são conferidos, devido ao fermento utilizado em sua fabricação.

Para cada estilo de cerveja, existe uma nomenclatura que a caracterize. Existem termos que especificam certos ingredientes ou a forma de produção, que se combinam para informar o estilo específico de cada cerveja. Também existem cervejas tão exclusivas, que têm seu estilo originado da própria cervejaria. Este é um assunto tão extenso, que merece um texto específico.

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Entrando no mérito da degustação, existem vários pontos importantes a serem adotados. Primeiro, que cada estilo tem uma temperatura ideal. Quem entra no mundo da cervejas especiais, deve esquecer a ideia de cerveja estupidamente gelada. Quanto mais estupidamente gelada, menos sabores serão notados. Isso, porque a baixa temperatura disfarça e esconde os sabores. A qualidade das cervejas populares é tão baixa, que, para disfarçar isso, elas são consumidas em baixíssimas temperaturas. Refrescantes, podem, se consumidas em uma temperatura um pouco mais elevadas, chegam a não “descer redondo”.

Entendendo as temperaturas ideais para cada estilo, entramos no mérito do recipiente utilizado para servir a bebida. Cada estilo pede um tipo de copo ou taça diferente. As diferenças de tamanhos e formatos ajudam a melhorar a percepção dos aromas e da formação da espuma (ou creme). Esse assunto também merece um texto específico, pois, assim como existe uma grande diversidade de estilos de cervejas, existe uma grande diversidade de taças e copos.

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Cada estilo de cerveja também tem sua harmonização. A combinação da cerveja com alguma comida torna a experiência bem proveitosa, uma vez que alguns estilos se tornam bem mais interessantes, se combinados com algum tipo de comida.

Seguindo todas as orientações para degustar uma cerveja, sua apreciação será muito mais interessante. É como um ritual. Não é à toa que existem os sommeliers de cerveja. Cada estilo de cerveja tem sua peculiaridade e, sabendo respeita-la, a cerveja saberá compensar seu apreciador.

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Profile photo of Jhonatan Kendi Hirashima JardimCalango, brasiliense, músico, publicitário, entusiasta do automobilismo, desbravador do universo cervejeiro, corinthiano e japonês preto.

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