O que você prefere, ser uma testemunha passiva ou um agente ativo?

O que você prefere, ser uma testemunha passiva ou um agente ativo
Aderson Ribeiro da Silva curti este post

O que você prefere, ser uma testemunha passiva ou um agente ativo

Muitos acham que para ser famoso no Brasil basta ter uma bunda, saber rebolar ou falar muita sacanagem, mas no ano passado Isadora Faber nos provou o contrário. Com apenas 13 anos ela criou a página Diário de Classe, onde denuncia o estado deplorável de sua escola. Com isso, Isadora ganhou notoriedade nacional, sofreu represália por parte da direção da escola, foi ameaçada de morte e foi odiada por muitos na Internet. Outras pessoas não a odiaram, mas a invejaram. Pessoas que não produzem nada, além de memes se revoltaram ao ver uma menina de 13 anos ganhando holofotes que eles imaginavam ser deles.

Várias pessoas tentam imitar Isadora  e muitos desses imitadores querem apenas a “fama” que ela conquistou e não percebem que também estão sendo úteis. O trabalho de Isadora, claro, não é único e nem pioneiro, ele é apenas resultado da sociedade de informação dos últimos anos, onde a maioria das pessoas querem ser famosas e geradores de conteúdo. Basta a nós escolhermos sermos testemunhas ou nos tornarmos agentes ativos de nossas vidas.

Quer mais um exemplo? Zachary Maxwell, 11 anos e morador de Nova York. Em 2011 ele pedia a seus pais que queria levar lanche para a escola, ao invés de comer a merenda oferecida. Os pais não concordaram, eles não tinham noção da comida servida. Então Zachary pegou uma câmera e começou a filmar discretamente as refeições, armazenou seis meses de filmagens e fotos e mostrou tudo aos pais. As imagens não mentem, veja um exemplo da merenda oferecida na escola de Zachary:

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Ao invés de serem meras testemunhas passivas e não prestarem atenção, afinal ele é apenas uma criança, ou o mandar parar de arrumar confusão com a direção da escola, os pais de Zachary compraram a ideia e prepararam uma estrutura de produção na sala da família.

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O resultado foi Yuck – O Filme, um documentário de 20 minutos sobre a merenda escolar de Nova York. Zachary está sendo chamado de O Michael Moore da Escola Primária, e o filme já ganhou prêmios, além de ter sido selecionado pro Festival de Cinema Independente da Cidade de Nova York. Veja o trailer do documentário:

Agora os chatos de plantão reclamam por ele ter feito alguma coisa, ao invés de ficar calado. Esse é o mal da sociedade, achar que prestar um serviço é estar fazendo um favor. As mídias sociais estão aí para todos. Basta a nós escolhermos amplificar a voz dos idiotas ou amplificar o grito dos excluídos, mas criativos. E sejamos atentos, principalmente com as crianças.

Zachary e seus pais poderiam apenas protestar, mas preferiram ser criativos. Isso só me faz lembrar o ideal de Steve Jobs:

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