Com equilíbrio no Campeonato Brasileiro, quem são os possíveis candidatos ao título?

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A gente não está enxergando ainda quem vai ser o campeão brasileiro ou quem é o grande candidato. Acho o Coxa muito bom time e acho o Vitória, vice-líder, time que pode namorar a zona de Libertadores, mas o favorito não pintou ainda. Eu dizia semana passada que o favorito podia está na casa dos 9 pontos, e que hoje são 12 pontos: Raposa, Chorolado e Gaymio. Vou incluir o Bostafogo com 13 pontos também.

Porque o Curintias não atingiu os 12 pontos nessa rodada? Tem a questão psicológica do Pato, que não consegue jogar bem, embora seja o vice artilheiro da equipe no ano. Mas de fato o time marca menos com ele, o time joga menos com ele, o time joga menos nesse ano. O melhor paulista tem a 8ª posição e o Curintias é o time que vive aquela síndrome do que ganhou tudo e que às vezes não tem a mesma vontade de ganhar tudo novamente. Pode passar por aí a questão do Curintias que esse ano foi campeão paulista, mas não emplacou o suficiente.

Flamengo bate o Vasco e empurra o rival para baixo

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Fala Calangada bem vestida!

Resultado magro, mas tranquilo. Poderia ter sido de muito mais se levarmos só o primeiro tempo como parâmetro. Nas minhas contas foram 10 finalizações do Flamengo chegando com facilidade à área adversária e o Mané Garrincha com quase 62 mil torcedores, a maioria de rubro-negros. Um jogo entre arquirrivais e o time correspondendo em campo. Tudo perfeito! Dorival Jr. deu uma ferrada na nossa intenção de golear os vices, trocando o goleiro mão de alface. Dorival Jr., seu ingrato!

O jogo foi dominado pelo Flamengo desde o início. Moreno arriscou de fora da área. Em contra ataque chegamos com superioridade numérica à área adversária. Quase sai um golaço de Carlos Eduardo, que dominou a bola fora da área e chutou forte de esquerda. Mengão abusava das conclusões de longa distância. O gol estava maduro, Felipe toca para Wallace que sai da zaga e passa o meio campo, a jogada tem continuidade e Wallace recebe à direita da área; o zagueiro toca para Elias que chega por trás da marcação já na área e finaliza; o maldito goleiro defende, mas Elias aperta e toca pra Paulinho que enche o pé direito e… GOL DO FLAMENGO!!! Ainda tivemos duas chances com Paulinho e Moreno.

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Foto: Jorge William/Agência O Globo

Na segunda etapa voltamos sem modificações. Já o Vice trocou 2. O jogo caiu muito e o Flamengo começou a administrar. Mesmo assim Cáceres teve uma boa chance e Paulinho protagonizou um lindo lance, quando recebeu de Carlos Eduardo, ajeitou o corpo e chutou colocado de fora da área; a bola fez uma curva, mas foi pra fora. Ao longo do 2º tempo ainda entraram Nixon (Carlos Eduardo), Val (Gabriel) e Rafinha (Paulinho). Ao final da partida Rafinha foi com a bola dominada do campo de defesa até a entrada da área passando por geral; só parou com falta, que foi mal batida. E para encerrar não posso deixar de comentar sobre o Brasiliense que nunca teve um gol tão comemorado. Quando o locutor anunciou no sistema de som a vitória do Jacaré por 1 X 0 sobre o CRB os quase 62 mil torcedores vibraram no Mané. E foi isso…

O Flamengo jogou um belo primeiro tempo, e uma segunda etapa regular. Enfrentamos a pior equipe do campeonato e portanto temos que ter muita cautela em analisar evoluções no time, mas de qualquer forma elas ocorreram. Carlos Eduardo se portou bem melhor. Moreno se não fez o gol, insistiu até o fim. João Paulo teve boa participação. Paulinho foi o nome do jogo. Leo Moura foi novamente sofrível, mas deu uma alegria ao canetar o adversário; mesmo assim tem que se aposentar, não tem mais condições de disputar com os profissionais.

Flamengo foi o único carioca vencedor da rodada e o Bacalhau indo parar na zona de rebaixamento.  Tchau Flamengo! Bom jogo contra o ASA no Raulino de Oliveira, é entrar sério e matar o jogo no primeiro tempo. Logo depois encararemos o Chorolado pelo Brasileirão. Até o próximo jogo em Brasília…

Quem será o campeão do Brasileirão?

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O Brasileirão voltou e eu estava com saudade. Chega de padrão FIFA, a CBF é ruim, mas é nossa. A verdade é que o Campeonato Brasileiro começou no sábado passado e uma pergunta não quer calar, quem será o campeão? Claro, é precoce! Estamos na 6ª rodada apenas. Na 6ª rodada não vemos, mas conseguimos enxergar uns esboços. Quem é que vai bem, quem é que não vai…

Flunimed, Raposa, Chorolado, Curintias e Gaymio são os times com 9 pontos e eu até arisco dizer, embora eu tenha gostado demais do time do Coxa contra o Flamengo, que o campeão tem 9 pontos. Não vou dizer de maneira taxativa porque o Campeonato Brasileiro é muito equilibrado, pode ser o Patético-MG que está com 7 pontos ou o próprio Flamengo com 6 pontos. Mas a chance de o campeão ter 9 pontos é muito grande.

Temos um Bostafogo líder e que está anunciando ter mais ambição do que em temporadas recentes. Mas o time não tem o Engenhão e vendeu 3 jogadores para o exterior, Andrezinho, Jadson e Felype Gabriel. Aí o time perde muita força em relação ao time que projetou ser no início da temporada.

O Coxa, vice-líder, está muito forte, mas eu olho para o Coxa com uma desconfiança. O time está muito bem montado pelo Marquinhos Santos que é um técnico jovem e inteligente, que fez, por exemplo, a proteção do lado direito com Victor Ferraz e Gil e fez o time trabalhar para o Alex brilhar. E tão logo tomou o segundo gol do Flamengo fez uma alteração que mudou o jogo e permitiu buscar o empate.

O Bambi, com 8 pontos, será melhor com a possível vinda de Autuori? O Autuori está em um momento de palavras fortes e trabalhos fracos. O Autuori foi mal na Raposa, Gaymio e no Vice. O Autuori tem falando coisas brilhantes, mas os trabalhos dele no Brasil não têm sido tão brilhantes desde a Raposa de 2007.

E o Flamengo está na zona de rebaixamento e a 3 pontos do G-4, quer Campeonato mais equilibrado que esse? O time está diferente com Mano Menezes do que vinha sendo. Muitos cariocas não queriam deixar a praia e vir para o Planalto Central quando JK criou a nova Capital e Juscelino deve estar feliz neste momento com a última grande instituição carioca vindo à Brasília. O Flamengo encontrou um lugar para chamar de seu, Brasília. O Mengão agora é calango, pode aposentar o Urubu e adotar o Calango como novo mascote do time. O Flamengo jogará nove partidas no estádio Mané Garrincha, só falta disputar o Candangão 2014. O Flamengo podia aproveitar que Vicente Pires será regularizada e comprar um terreno ali para construir seu novo CT, Toca do Calango.

Na estreia de Mano, Flamengo sai na frente, mas Coxa se recupera.

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Fala Calangada bem vestida!

O pessoal que cuida dos cofres rubro-negros deve estar rindo de orelha a orelha. Quase R$ 3 milhões de renda. Lindo ver o Mané Garrincha lotado de rubro-negros, mas existe uma grande diferença entre estar no estádio e torcer no estádio. Os flamenguistas de Brasília não sabem torcer, isso é fato! Mas vamos deixar isso para outro post…

O jogo começou com um susto, antes do 5 minutos tomamos uma cabeçada na trave do Coxa. Aos 8 minutos sai o primeiro gol do Flamengo. Bola cruzada pela esquerda passa por Moreno, Gabriel chuta cruzado, Moreno mata a bola e faz de direita. Nada de muito perigo, até os 30 minutos. Paulinho lança Marcelo Moreno pelo alto, entrando na área a zaga puxa o atacante. Pênalti que o juiz não deu. Mas o assistente viu e avisou. Não restou nada além de voltar atrás e marcar a penalidade máxima. Moreno bateu muito mal, mas o goleiro do Coxa se adiantou e defende no meio do gol com o pé. Um gol perdido dez minutos depois. João Paulo entra driblando pela esquerda, tem todo o tempo pra caminhar, escolher o canto e chuta colocado de direita. O goleiro faz grande defesa. Fim de primeiro tempo, 1 X 0 no placar. Time jogando razoavelmente bem.

Começamos o 2º tempo sem alterações e melhores. Moreno foi ao ataque com a bola dominada, entra na área e chuta. A bola desvia na zaga e sai a escanteio. Na cobrança a bola vai à cabeça de Cáceres e… GOL DO FLAMENGO!!! A partir de então o Flamengo dorme no jogo. Após escanteio… Flamengo 2 x 1 Coxa. E quase sai o empate logo em seguida em nova cabeçada, após falta cobrada pelo Coxa. Era questão de tempo… e aos 15 minutos tomamos o gol. Flamengo 2 x 2 Coritiba.

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Foto: Jorge William / Agência O Globo

Val entrou no lugar de Carlos Eduardo, Diego Silva entrou no lugar de Cáceres (que estava se arrastando em campo). Logo após o empate, Val chuta de fora da área uma bola que o goleiro manda a escanteio. Moreno tentou de cabeça sem sucesso. Gabriel entra pela direita e chuta em gol, a bola faz uma curva, mas sai pela linha de fundo. A torcida pede por Rafinha e Mano atendeu ao pedido. Entra Rafinha, sai Gabriel. Elias avança, chuta torto ao invés de tocar para Rafinha que estava ao lado e livre! Elias novamente tenta, mas sem sucesso. E foi isso!

O Flamengo abriu 2 gols de frente e cedeu o empate. Falta experiência no meio campo, alguém de referência para chamar a responsabilidade. Paulinho foi muito bem no jogo e Elias também. Gostei do Gabriel, a zaga no 2º tempo foi terrível, não temos laterais e Rafinha não tem físico para ser jogador profissional.

Voltando ao assunto que os flamenguistas de Brasília não sabem torcer, não posso deixar de comentar sobre o filho da puta que jogou um copo de cerveja em campo. É por causa de imbecis como ele que o Brasil é vergonha pro mundo. É por causa de vagabundos como ele que a bebida é questionada nos estádios. É por desgraçados como ele que um pai de família pensa mil vezes antes de levar seu filho ao estádio. Adorei ver o otário levando uns tapas da torcida, como foi identificado e a PM o retirou o Flamengo não deve tomar punição.

Outra coisa que não posso deixar de comentar, um anu-preto, pássaro comum no cerrado, esteve no campo do Mané Garrincha durante o primeiro tempo. O bichinho arriscou pequenos voos e quase acabou acertado pela bola ou pisoteado. No segundo tempo o bichinho sumiu, espero que ele esteja bem!

Então, é isso! Ainda temos umas 9 partidas aqui em Brasília, estou amarradão para ir a todos. Flamengo, faça um pacote para esses 9 jogos. Senão vou falir!

Brasil faz o que se pedia: joga bem.

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Evidentemente foi uma grande atuação do Brasil. A Seleção Brasileira montou uma estratégia quase perfeita para jogar contra a Espanha. Mas é preciso primeiro entender que tudo o que eu disse dos outros jogos não tem nada a ver sobre esse jogo, porque o Brasil de fato dessa vez jogou muito bem, isso é óbvio. Antes o Brasil não vinha jogando bem.

Ponto positivo para a forma como o time marcou, não só nos primeiros 25 minutos no campo de ataque, impedindo que a Espanha pudesse sair jogando e tendo até mais posse de bola naquele momento do jogo, como também em outras fases da partida, quando tinha a vantagem do placar e, evidentemente, não ficou o tempo todo marcando no campo do adversário, isso é até impossível, não há preparo físico que aguente isso, mas o time suportou muito bem.

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O Brasil jogou um bom tempo no velho e bom contra-ataque. Contra-ataque bem organizado com Neymar inspirado e com Fred iluminado. E o mérito é todo do Felipão que conseguiu fazer com que o Fred atuasse, especialmente depois dos dois primeiros jogos, de uma forma mais participativa, marcando, saindo, aparecendo para o jogo e, claro, fazendo os gols; ele teve 3 chances, aproveitou 2, um excelente índice de aproveitamento. E o Neymar espetacular, a finalização no segundo gol do Brasil é algo que pouquíssimos jogadores conseguem fazer; rapidez, força e velocidade. Onde ele colocou a bola é difícil algum goleiro alcançar.

Enfim, uma grande atuação do Brasil! Mas sempre com uma ressalva que não pode ser colocada de lado, isso é Copa das Confederações! O Brasil ganhou essa Copa pela quarta vez, a terceira seguida. Que importância tem isso em relação à Copa do Mundo? Muito pouco! O Brasil montou uma ótima estratégia para esse jogo e conquistou um título pra lá de merecido, mas daí achar que isso significa um time pronto ou quase pronto para a Copa do Mundo vai uma distância muito grande! Então esse é o ponto mais importante, entender que outros adversários aparecerão, novas situações de jogo serão apresentadas e nem sempre o Brasil estará à frente no placar.

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Então é uma caminhada! Como escrevi no post anterior, no domingo “torci” por Felipão. Por que eu torço mesmo para o progresso do futebol jogado em nosso país. É preciso que o Felipão olhe o futebol que se joga pelo mundo, aprimore o time, faça dele uma referência. A bola que rola por aqui precisa disso e neste domingo ele deu um bom sinal nesta direção. Então, parabéns Felipão! Avante, Felipão!

Brasil vence, mas joga mal. Que novas ideias iluminem o Felipão.

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Eu sou muito criticado, principalmente por meus amigos, por não torcer pela Seleção Brasileira. E a maioria dos que me criticam confundem Seleção Brasileira com Pátria! O que mais aflige é que se eu criticasse baseado no nada poderia ser uma série de achismos. E as pessoas tomam isso como uma agressão ao país, como se eu tivesse servindo à Pátria. “Você não é patriota porque não torce pela Seleção Brasileira”, esse é um tipo de pensamento que me irrita e que eu não concordo!

O pensamento da maioria dos brasileiros é que está tudo ótimo, que está tudo lindo porque o Brasil tem 4 vitórias em 4 jogos na Copa das Confederações e que estaria pronto para ganhar a Copa do Mundo como se fosse amanhã. Nada é jogar tão contra quanto dizer isso! Eu não tenho a intenção de ser a favor nem contra a Seleção Brasileira. Eu tenho a intenção de analisar e opinar. Eu quero apontar as falhas para que a Seleção Brasileira possa melhorar.

O Brasil andou para trás, isso pra mim é bastante evidente em relação à atuação da Seleção Brasileira ontem. E a entrevista coletiva do Felipão ontem me fez voltar três anos no tempo, voltar aos tempos de Dunga e Jorginho. A Seleção de Dunga tinha falhas que eram apontadas e essas falhas foram cruciais para o Brasil perder a Copa do Mundo. Ao que me parece, com essa política “dunguista” ou “zagaliana” o Felipão tenha perdido a confiança em fazer a Seleção Brasileira ganhar jogando bem. Talvez ele prefira usar outras armas, as armas do “estão contra nós”, as armas “nós vamos mostrar uma coisa a eles”. É direito dele fazer o que quiser para motivar os seus jogadores, mas talvez ele mesmo não confie mais na sua capacidade de fazer o time ganhar jogando bem, o que o Brasil não conseguiu ontem.

Uma coisa é ganhar uma semifinal de Copa do Mundo com dificuldade, como ganhou com dificuldade em 2002, com o próprio Felipão. Ali era uma Copa do Mundo, ali tinha que ir para a final de qualquer jeito. E para uma competição como a Copa das Confederações não serve esse tipo de avaliação. E você me pergunta: Por quê? Porque foi o penúltimo jogo oficial do Brasil antes da Copa do Mundo, domingo é o último. Depois do jogo de domingo, a final da Copa das Confederações, o Brasil só volta a fazer um jogo de competição na abertura da Copa do Mundo de 2014. Então, se o Brasil quiser um teste de verdade, é bom até que venha a Espanha. Para colocar um desafio na Seleção Brasileira e talvez o maior desafio que o Brasil, com o Felipão, já teve. Que é enfrentar a Espanha, que vai ter posse de bola e que será a favorita. Embora eu ache que a Seleção Brasileira tenha condições de vencer o jogo de domingo, pelas circunstâncias, pelo ambiente e por outras coisas alheias ao futebol, mas serão duas seleções em patamares diferentes. Se enfrentar a Itália, obviamente, vai ter muito mais chance de título, mas não sei se o título agora é mais importante. Para mim, o fato é que o Brasil andou para trás. Ganhou com seus méritos, ganhou com o Paulinho sendo decisivo e participando bem dos dois lances dos gols, mas em termos de futebol apresentado o Brasil andou para trás e não foi pouco não.

Na final da Copa das Confederações, domingo, contra Itália ou Espanha, mais importante do que vencer e levar mais um título, que será esquecido pouco depois, é que a Seleção Brasileira finalmente evolua. É possível o Felipão perceber que novas ideias podem fazer bem, inclusive a ele. Ele não é obrigado a ficar preso no passado, refém dos conceitos que tão bem funcionaram em 2002, por exemplo. Felipão, pelo bem do nosso futebol, evolua!

Quem foi o campeão brasileiro de 1987?

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Conhecida como o Campeonato Brasileiro mais polêmico de todos os tempos, a Copa União de 1987 marcou época por outros feitos. Além de ter sido a primeira competição organizada pelo Clube dos 13, bateu recorde de público e teve como campeão o time mais “galático” da História do Futebol Brasileiro.

Fim da carreira de Adriano?

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Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo

A gente esquece até um pouco que o Adriano em 2009, quando ele foi artilheiro do Campeonato Brasileiro e ajudou o Flamengo a chegar ao título, parecia nome certo na Copa do Mundo de 2010. Ele voltou até a aparecer entre os convocáveis, mas na época por conta do seu comportamento o Dunga acabou descartando-o.

Nas últimas semanas, o Chorolado, do técnico Dunga, demonstrou interesse em contar com o jogador. Mas, após alguns exames, retirou-se do negócio e tudo indica que o atacante ou ex-atacante não terá mais condições, e é pena. Um atacante que tinha tudo, mas, por própria culpa, não tem nada. Pela sua idade poderia ter jogado a Copa do Mundo em 2010 e porque não 2014. O Brasil não tem nenhum atacante, em minha opinião, que se aproxima do que o Adriano poderia ter se tornado se continuasse com uma carreira mais linear e não tão conturbada. Adriano desperdiçou todas as chances que teve na carreira e hoje, com uma lesão, não pode jogar futebol.

A negativa do Chorolado poderá significar o fim da carreira do jogador, já que, dificilmente, algum clube de grande porte irá demonstrar interesse de contratá-lo.

Euforia exagerada com a Seleção Brasileira

Euforia exagerada com a Seleção Brasileira

Euforia exagerada com a Seleção Brasileira

Estou notando uma euforia exagerada, e acho perigoso. As pessoas por conta de uma atuação boa, em alguns momentos, contra a Itália, a melhor das três, já colocaram a Seleção Brasileira em um patamar que não alcançou ainda. Quero lembrar que a Copa das Confederações é uma competição muito traiçoeira.

Vou lembrar o que aconteceu em 2005. Aquela vitória, Brasil 4 X 1 Argentina, que deixou uma sensação de que o Brasil era imbatível. Não só aqui no país, mas no exterior também acreditaram que o time do Parreira era imbatível. A Argentina jogou com 4 jogadores que foram titulares quando a equipe estreou um ano depois na Copa do Mundo. Como o Brasil, a Argentina também não foi longe, acabou caindo diante da Alemanha. Era um time argentino bem diferente daquele que iria disputar o Mundial, ou seja, não era uma Argentina tão titular assim, pelo contrário. Mas a vitória do Brasil foi marcante e histórica por ser uma decisão e pelo placar de 4 X 1.

E na Copa das Confederações passada quando o Brasil venceu a “poderosa” equipe dos Estados Unidos? A equipe estadunidense ganhou ali uma espécie de rótulo de time “perigoso” porque havia eliminado a Espanha. Amigos, zebras acontecem! Um ano depois a Espanha foi campeã e o Brasil ficou pelo caminho, eliminado pela Holanda. Como tinha sido eliminado pela França na Copa do Mundo de 2006.

Então, não podemos esquecer essas histórias recentes. É importante lembrar que o que acontecer nessa Copa das Confederações de positivo para o Brasil, ganhando a competição ou não, não terá quase que nenhuma relação com aquilo que vai acontecer daqui há um ano, quando teremos a competição que realmente importa, que é a Copa do Mundo de 2014.

Estamos conquistando vitórias com as manifestações

Pronunciamento de Dilma à nação brasileira

A presidente Dilma foi bem em seu pronunciamento, menos na parte esportiva. Se não tivesse feito 12 sedes e sim 8 sedes, como normalmente é em todas as Copas do Mundo, já teria emprestado menos dinheiro para essas obras e esse dinheiro poderia ter ido para outros lugares, como para a Educação, para a Saúde, para o Transporte… O Brasil deixaria de aplicar dinheiro em 4 estádios. Ela mostrou enorme preocupação com a segurança na Copa do Mundo, quando pede para que os brasileiros recebam bem os “irmãos” de fora. Nós temos que receber sim, mas isso mostra uma enorme preocupação da presidência com o que poderá acontecer ainda durante a Copa das Confederações e na Copa do Mundo. Ela tem toda a razão quando diz que nós temos uma responsabilidade perante o mundo de receber o mundo de uma maneira hospitaleira e festiva como sempre fomos recebidos. Que a essa altura, eventualmente, não receber uma Copa do Mundo ou ter a Copa das Confederações interrompida, que é o risco que ainda se corre, apenas agrava o problema. Porque os gastos já foram feitos, então não teria nem a possibilidade de se ressarcir em parte esses gastos.

Tudo o que vem ocorrendo no Brasil nesses últimos dias coloca em xeque a segurança da Copa do Mundo, como está colocando em xeque a segurança da Copa das Confederações. Nós estamos falando de 8 seleções presentes na Copa das Confederações, distribuídas em 6 sedes. Daqui a um ano serão 32 seleções, distribuídas em 12 sedes. Não creio que a continuidade dos movimentos que nós estamos vendo nos últimos dias assegure a segurança de um evento do porte da Copa do Mundo, entendo que continuam sob risco. Esse evento-teste que nós estamos vivendo agora, a Copa das Confederações, é um MICRO evento perto do que vem por aí. Estamos sob análise, e duvido que a FIFA tenha um plano B a poucos meses do Mundial. É de se aguardar além da questão da demonstração dos custos da Copa do Mundo, como se manifestarão as outras delegações, as outras confederações depois do que está ocorrendo durante a Copa das Confederações no Brasil.

Mas senti falta de uma coisa quando ela fala da hospitalidade. Queria que ela tivesse dito que gostaria e reconhece que as manifestações são absolutamente legítimas e que elas devem continuar acontecendo, mas que pedisse encarecidamente que nesse momento elas fossem um pouco mais brandas. Porque não adianta você falar que não vai ter vandalismo. Se tiver um milhão de pessoas na rua vai ter 10 pessoas que vão atirar pedra, que vão botar fogo. Não tem jeito, é difícil combater isso.

O que eu mais gostei foi a Presidente dizer que todos os recursos do petróleo vão para a Educação. O Brasil não está crescendo mais porque não tem Educação, essa é a grande verdade! A economia não cresce porque não tem Educação, porque não tem gente preparada. Não houve investimento na Educação nos últimos 500 anos, por isso, o que eu mais gostei foram os recursos do petróleo indo para a Educação. O que eu gostei também foi a referência que ela fez a necessidade da Reforma Política, porque evidentemente nós estamos diante de um quadro de absoluta crise de representatividade. As pessoas não se julgam representadas pelas Câmaras Municipais, pelas Assembleias Legislativas, pelo Congresso Nacional, então isso é um problema que precisa ser resolvido.

O Deputado Miro Teixeira (PDT/RJ) cerca de dois anos atrás apareceu com uma proposta muito boa que eu gostaria de ver retomada e rediscutida no Brasil. Que era uma espécie de constituinte que não mexeria com os atuais mandatos, mas elegeria uma mini constituinte para tratar das questões emergenciais da vida brasileira, a necessária Reforma Política, a necessária Reforma Tributária… Enfim, as questões que estão aí em ebulição e que precisam ser resolvidas e que não são resolvidas. Seria uma resposta à massa nas ruas, seria uma oportunidade de renovação da representação política, do surgimento de novas lideranças. Porque, claro, tem toda a razão a Presidente Dilma quando diz que sem partidos não chegaremos a lugar nenhum, vira o caos. Há um movimento perigoso de aproveitamento político, uma briga já declarada, um rompimento entre direita e esquerda. Porque não adianta dizer que não tem mais direita e esquerda, porque há! Tem que haver partido político, senão seria uma Ditadura! A Democracia exige partidos políticos! Partidos políticos tem que se reciclar, tem que ter representatividade, tem que ouvir a voz do povo, mas tem que existir.

Foi superficial e pouco convincente a alusão sobre os investimentos nos estádios. Infelizmente a prática nesse país não é exatamente essa, a de que certas dívidas que são contraídas serem pagas como deveriam. Não tenho muita duvida de que as obras faraônicas feitas para a Copa do Mundo de alguma maneira foram uma espécie de gota d’água que transbordou no copo das insatisfações populares. Não é a toa que a gente vê tanto cartaz escrito: QUEREMOS ESCOLAS E HOSPITAIS PADRÃO FIFA.

O que a gente precisa é de estadistas que parem de mentir para o povo, que parem de dizer que esse tipo de evento dá lucro, porque não é verdade. A gente precisa falar as coisas com o as coisas são e temos muito poucas pessoas falando as coisas como as coisas são. Quer a prova disso? Quantas pessoas poderiam, como fez a Presidente, ir à televisão e convencer, apontar caminhos para o povo brasileiro? Quantas pessoas? Não é apenas políticos! Quantas pessoas no Brasil, hoje, teriam essa capacidade, teriam essa credibilidade para falar para o povo e dar caminhos para que as coisas comecem a se encaminhar para melhores soluções?

A parte mais complicada de todo o pronunciamento da Presidente é essa que ela diz que o dinheiro dos estádios voltará aos cofres públicos, porque as empresas que de certa forma arrendaram os estádios irão devolver esse dinheiro. Todas as contas não apontam nessa direção. Temos a questão que envolve os estádios feitos para a Copa do Mundo com empréstimo, sim, do BNDES, mas bancados por governos estaduais, governos que pegam dinheiro com BNDES porque o próprio Governo Federal estimulou a criação de uma linha de crédito extremamente generosa, com baixíssimas taxas de juros para que esses estádios pudessem ser construídos.

Essa história do BNDES tem dois pontos que acho importante definir. A reforma do futebol brasileiro com a Copa do Mundo deveria ter sido pautada como foi no modelo inglês, com estádios com financiamento privado, com financiamento para o clube ter um prazo X e deixar o estádio pronto. Haveria financiamento do BNDES, pegaria o dinheiro e devolveria.

O Presidente Lula disse que não haveria dinheiro público federal na Copa do Mundo e de fato não há dinheiro público federal investido, há o BNDES. O BNDES é o principal instrumento de financiamento de longo prazo para a realização de investimentos em todos os segmentos desse país, se tivesse um plano absolutamente legítimo de reconstrução do futebol brasileiro, para o futebol brasileiro gerar emprego, gerar receita, gerar imposto e devolver para os cofres públicos seria perfeito, mas teria que ser um modelo com estádios privados.

Os nossos estádios nasceram de uma ótica fascista. Então, o que precisava ter acontecido, em minha opinião, era privatizar os estádios. Fazer a licitação. Ganhou a licitação? Vai reformar ou construir o estádio e explorar o estádio por 40 anos, essa é a lógica. Hoje há gente já pagando o BNDES por construção de estádio, não de Copa do Mundo. O Grêmio paga R$ 3.700 milhões por mês ao BNDES. O Grêmio está pagando religiosamente em dia as prestações do clube ao BNDES. Então, também não é verdade que o dinheiro que saiu do BNDES não está voltando, no caso do Grêmio está voltando. O problema é que nossos estádios são públicos, lógica fascista da construção de estádios para Pão e Circo. A gente comprou os estádios no Estado Novo e na Ditadura Militar e ficou com elefantes brancos dos anos 50 e 70 e esses elefantes brancos continuaram sendo elefantes brancos públicos.

E aí entra um aspecto importante demais, uma pesquisa do DataFolha indica quais são os principais focos de reivindicação das manifestações e a Copa do Mundo não aparece, mas aparece em primeiro lugar. Não aparece como COPA DO MUNDO, mas aparece em primeiro lugar, porque aparece CORRUPÇÃO, é esse o ponto fundamental. Os estádios deveriam ser privados, mas não são. E porque não são o financiamento foi feito com dinheiro do BNDES por governos estaduais ou não. Porque, por exemplo, o Governo do Distrito Federal, no Mané Garrincha, investiu R$ 1.200 bilhão e não pediu recurso do BNDES. O que é muito mais grave! Porque no caso do GDF, o Sr. Agnelo Queiroz pegou todo o dinheiro do GDF, que não é dinheiro público federal como disse o Lula lá atrás, e botou no bolso dele, botou no bolso de nós calangos, que é de certa maneira o bolso do cidadão brasileiro.

O ponto é que começou tudo errado! E um erro que a gente comete às vezes é dizer: “Não precisamos de estádios”. O futebol brasileiro precisa de estádios sim, estádios de primeiro mundo, só que deveriam ser financiados, pagos com dinheiro da iniciativa privada. O clube teria acesso ao dinheiro do BNDES, com taxas, talvez, mais favoráveis, desde que houvesse um projeto para que isso virasse imposto. Arrecada-se mais, paga-se mais impostos e aí o dinheiro volta para os cofres públicos, como foi a lógica da reconstrução do futebol britânico. O futebol britânico produz muito mais dinheiro para o Estado hoje, porque ele arrecada muito mais. Como o governo brasileiro nunca se importou realmente com a indústria do futebol, porque é uma indústria sim, o futebol brasileiro está à míngua e os políticos mamando nos estádios que são públicos.

E uma coisa não foi falada, nós temos a Copa das Confederações, nós temos a Copa do Mundo e temos a Olimpíadas, no Rio de Janeiro, logo a seguir, também com gastos faraônicos e desmandos. No mesmo lugar onde se realizou um evento de grande porte recentemente e não deixou legado nenhum. O Pan-americano no Rio de Janeiro foi o exemplo da insensatez, o exemplo da roubalheira.

E para finalizar, quero dá parabéns aqui para o Movimento Passe Livre! Porque graças a esse Movimento nós estamos conquistando algumas vitórias. Que não foi só a derrubada da tarifa, mas também mobilizar a Presidente da República, que prometeu empenhar o restante do seu mandato na Reforma Política, reunir os governantes para discutir a mobilidade urbana, para aplicar o dinheiro da Educação… Então, parabéns para o Movimento Passe Livre! Mas o Movimento Passe Livre disse que irá se retirar das ruas, que aí é que é preocupante. Porque não é só bandido e vândalo que está nas ruas.

Resumindo, eu achei importante a Presidente falar, talvez tenha falado até um pouco tarde, mas ainda há tempo. Então, agora é aguardar para ver se ela vai de fato conseguir levar a diante essa intenção que manifestou em seu pronunciamento. A questão mais complexa ela foi bem superficial, a verdade é que não daria para se aprofundar tanto nesse pronunciamento. Mas não é tão simples assim, me parece.

O que eu mais gostaria é calma, a gente precisa botar a bola no chão.

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