Vamos com calma

EduardoBandeira

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Fazer o que? Renato Abreu renovou o contrato, e Léo Moura também. No meu Flamengo sairiam os dois. Não concordo com as renovações, mas eu entendo. Vai colocar quem no lugar? A nova diretoria chegou agora, não dá pra mudar todo mundo. Como ter um novo Flamengo sem dinheiro para contratar alguém que chegue para ser titular? Pelo menos algo coerente foi feito, os contratos têm duração de um ano e os salários foram reduzidos. Já é um avanço. Mais um avanço? A não contratação do Robinho. É caro e não joga a muito tempo. A hora é de colocar ordem na casa.

O Carioca vai servir para arrumar o time. Infelizmente Adryan e Mattheus estão na Seleção Sub 20, mais um motivo para termos um camisa 10. A zaga está razoável, com Alex Silva (infelizmente está de volta), González e Renato Santos. Não temos laterais! E o Ramón? E o Léo Moura? Quem??? A provável solução para a lateral direita seja o Luiz Antônio, quando foi testado jogou bem por lá. A posição onde temos mais opções são os volantes. Nenhum craque, mas temos. Ainda iremos sofrer muito com Ibson e Love, quem sabe com essa mudança de direção eles resolvam jogar.

Vamos dar tempo para a nova diretoria… Sem chororô, isso é atitude de torcedor de General Severiano!

Fetiche internacional

bola-estadio-futebol

bola-estadio-futebolVirou meio que lugar-comum essa de ter fetiche por Nike ou Adidas com base numa suposta “internacionalização” que até hoje nunca se verificou. A parceria Curintias e Nike se internacionalizou porque o time jogou e ganhou o Mundial no Japão. Estivera capengando por Copas do Brasil e a Nike dava o que?

Há quantos anos o fornecimento curintiano é da multinacional? Sete? Antes de 2012 eram ilustres desconhecidos. Sou bastante reticente inclusive com a promessa da Adidas de fazer do Flamengo um clube de seu “portfólio global”. Além da internacionalização passar por questões que envolvem desempenho esportivo, ainda existem outras coisas que os clubes não tem influência.

Não existe internacionalização sem jogar torneios na Europa, por exemplo Ramón de Carranza ou Teresa Herrera. Não existe internacionalização enquanto nosso futebol for um espetáculo deplorável, jogado em várzeas esburacadas e estádios vazios. E neste sentido, o modelo dos Estaduais, que até se justifica por razões históricas e geográficas, prejudica a venda do futebol brasileiro para os gringos.

Por estas outras, infelizmente acredito que não, não é “a hora e a vez dos clubes brasileiros lá fora”. Mudança de paradigma profunda demais.

Fanatismo que cega

adidas

adidas

O que quer o Florminense? Receber da Adidas igual ao Flamengo? Receber, sei lá, metade, sob pena de rescisão?! Tamanho das torcidas não é parâmetro de comparação apropriado. Florminense é concentrado em regiões de melhor poderio e nas classes com maior renda.

Neste sentido é importante que se olhe para as vendas de mercado. Flamengo em ano de título nacional vende 1,5 milhão de camisas, Florminense 250 mil. O contrato tricolete quatro vezes inferior seria até vantajoso, tornando revanchismo este esperneio.

A questão é que contratos de fornecimento não são regidos meramente por vendas. Há o braço “patrocínio” e a visibilidade trazida à marca. E a visibilidade trazida pelo Florminense à Adidas nestes três últimos anos é excelente por conta dos bons resultados do clube. Assim, valores tricoletes “apenas” quatro vezes inferiores (R$ 9,1 milhões contra R$ 35 milhões do Flamengo) se justificariam. E caso encerrado, Florminense.

Adidas, trazendo seriedade para o Flamengo.

FlaAdidas

FlaAdidas

Lendo uma matéria na Época Negócios, vejo que a Adidas tem o mesmo perfil que a nova diretoria do Flamengo. Ler sobre futebol num site de economia é meio estranho, mas futebol não é apenas bola. No contrato tem uma verba de R$ 1,5mi, por ano, só para ações de marketing visando divulgar Flamengo/Adidas no Brasil e no exterior.

Os alemães pediram que o clube feche com o patrocinador um ano antes da nova camisa. Um ano é exagero! Mas o Flamengo já rebateu dizendo ser impossível e propôs três meses. Mas isso é mais uma prova que o Flamengo não poderá ser a bagunça que estamos acostumados.

Um ponto positivo é que a Adidas não quer que o Manto fique parecendo um macacão de Fórmula 1. A Patrícia Amorim não conseguiu vender o patrocínio máster e passou a vender qualquer buraco na camisa pra quem desse uns trocados. O Flamengo tem 6 espaços de patrocínio hoje, e os alemães querem só 3. Mas eles não gostam da ideia do rodízio, que a chapa azul propôs.

Outro ponto positivo, caso o contrato seja fechado, os jogadores serão obrigados a dar entrevistas com a camisa do Flamengo. Nada de trocar a camisa com o adversário na saída do gramado e parar pra falar com os repórteres. Se quiser, faz isso depois. Na entrevista tem que usar o manto. Além disso, terá que ficar na frente daqueles painéis com os patrocinadores. É assim que funciona no resto do mundo e no Flamengo terá que ser assim.

Outra mudança, os jogadores serão obrigados a participar dos eventos da fornecedora. Acabou a bagunça! Lembram-se do Ronaldinho não usando a camisa da Duracell comemorativa aos 30 anos do mundial de clubes? Isso não vai mais acontecer. Outra cláusula, o Clube terá que evitar que os jogadores “ridicularizem, ataquem ou denigram” a marca. Acabou a bagunça! Lembram-se do… Qualquer coisa que o Adriano já fez. Se a diretoria anterior não zelava por isso, colocaram em contrato. O que não falta é cláusula nesse contrato, mas essas que eu listei já mostram que a Adidas não veio só para dar dinheiro e vender camisas. Está implantando no Flamengo, o que acontece nos clubes mais sérios do mundo. Sem contar com a tão falada internacionalização da marca. E na Adidas, seremos um dos top 5 mundiais.

A Olympikus foi a maior parceira do Flamengo nos últimos tempos. Inclusive pagou salários de alguns jogadores, bancou uma parte do museu e várias outras coisas, mas eles não podem oferecer coisas que os alemães podem, como a internacionalização.

Muito obrigado, Olympikus! Saudações rubro-negras!

Modernidade de Tite e as polêmicas que as pesquisas geram

AMentiradoDatafodase

Estou aqui para desejar os meus parabéns ao Tite, mas o Tite de 2012 e não o Tite que fracassou lá no Porco ou o que não foi bem no Patético-MG. Hoje ele é outro profissional, se reciclou, foi estudar futebol, entender novos conceitos de como se montar uma equipe e os aplicou com sucesso no Curintias. Voltou lá do mundo árabe para dirigir o Curintias pronto para isso. E conseguiu também com as decisões acertadas dos dirigentes do Curintias que não o demitiram em momentos nos quais o time vinha mal, como na derrota para o Tolima na fase preliminar da Libertadores do ano passado, onde a própria torcida queria que ele saísse.

O trabalho do Tite não é o trabalho que possa retratar o que fazem em geral os técnicos no futebol brasileiro, esse é o trabalho do Tite. Como tem o trabalho do Cuca, do Abel, do Dorival Junior… Em geral os técnicos brasileiros continuam montando equipes que só sabem jogar em bola parada, contra-ataque e com muitas faltas. Então, ainda estamos com um deserto de ideias no que se refere aos técnicos de futebol no Brasil, com algumas exceções e o Tite é a principal delas.

E a Seleção Brasileira voltará a ter profissionais absolutamente obsoletos como o Parreira, que já estava até aposentado, que foi o técnico que conseguiu ser eliminado na fase de grupos da Copa do Mundo com o país anfitrião, algo inédito. E o Felipão que voltou ao Brasil com as mesmas ideias de 20 anos atrás para dirigir o clube onde havia se consagrado e agora ajudou a rebaixá-lo. O tempo todo que o Felipão ficou na Europa não trouxe nada de inovação tática e volta a Seleção Brasileira por uma questão mais política do que técnica.

E o título mundial curintiano neste fim de semana veio acompanhado de mais uma polêmica do instituto Data Foda-se, dando conta de um empate entre as torcidas do Curintias e do Flamengo (ambos com 16% da população brasileira). O Data Foda-se tem todas as condições de fazer pesquisas sérias e convincentes, mas essa pesquisa não posso levar a sério. Uma pesquisa, baseada em estudo com 2.588 entrevistados em 160 municípios, nitidamente com um viés paulista. Municípios onde se torcem mais por times de São Paulo e foi recebida como verdade absoluta por grande parte da mídia que nem sempre se preocupa em apurar a fundo questões como esta.

AMentiradoDatafodase

Alguns pontos influem negativamente. Em primeiro lugar, a divulgação de uma pesquisa cujos resultados favorecem o Curintias em pleno fim de semana de título mundial configura manchete conveniente e chamativa. Isto acarreta  questionamentos acerca de possíveis interesses comerciais. A euforia pelo momento curintiano reflete no quantitativo de torcedores normalmente desinteressados, inflando de maneira artificial os percentuais do clube em evidência. Prova disto foi a pesquisa do próprio Data Foda-se em 2009, após o título nacional do Flamengo, que cravou o rubro-negro com inédita vantagem de 19% a 13%.

Mas a maior crítica reside sobre uma metodologia que sugere viés em direção a São Paulo. O empate entre Flamengo e Curintias nada significa se comparado a outro empate registrado: Florminense, campeão brasileiro, que tem uma torcida um tanto quanto afeminada numerosa, não só no Rio de Janeiro como no Espírito Santo e partes de Minas Gerais, além de torcida não desprezível em Brasília e regiões do Norte e Nordeste, aparece com 1% empatada com a Lusa. Lusa que segundo o próprio Data Foda-se em pesquisa feita há poucos meses nem aparece entre as cinco maiores torcidas de São Paulo. Pela ordem aparecem Curintias, Bambi, Porco, Peixe e Flamengo. E isso é verdade, quando o Flamengo joga em São Paulo com a Lusa toma conta do estádio. A torcida do Flamengo é sempre muita mais numerosa do que a da Lusa, e não é a única que consegue isso.

Em alguns momentos existem situações em que se faz um esforço sobre-humano para fazer com que tudo que se refere ao Curintias fique ainda maior. O Curintias vem fazendo todo o dever de casa em prol do tão almejado posto de “torcida do tamanho do Flamengo”. Líder de receitas e referência em termos de marketing, conseguiu esse ano feitos espetaculares e inéditos. É um grande clube que se organizou, saiu de uma segunda divisão para conseguir o que nunca havia alcançado em toda sua história e não precisa disso. É muito estranho que um instituto de pesquisa que em 2009 apontou uma diferença de alguns milhões entre torcedores do Curintias e Flamengo diga que agora há um empate. Entre o sonho e a realidade existe uma quantidade de torcedores que o clube paulista parece ainda não possuir. De repente eu acordo e descubro que ocorreu uma epidemia que só mataram rubro-negros e todas as crianças que nasceram de lá pra cá são curintianas desde berço.

Gavião entregando mensagem no Japão

gaviao

gaviao

Falei aqui da ação da Brahma que treinou um gavião para entregar uma mensagem no campo de treino do Curintias no Japão. Depois de pedir para os torcedores enviarem mensagens de apoio via Facebook, a marca conclui a iniciativa mostrando o voo do gavião e os jogadores recebendo os pergaminhos. Uma baita ação, para os jogadores nem tanto. Eles nem virão o gavião!

Criação é da agência de publicidade Africa.

Vendas de camisas do Flamengo nos anos de 2009, 2010 e 2011

camisa-flamengo-adidas-2-leandro

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Em 2009, ano do hexa e da euforia pela parceria com a Olympikus, foram inacreditáveis 1,5 milhão de peças. Nunca é demais ressaltar que é possível que em 2009 o Flamengo tenha sido o clube que mais vendeu camisas no planeta. Já pra 2010 foram 1,2 milhão. Eis que para 2011, ano da contratação de Ronaldinho e do título estadual invicto o Clube de Regatas do Flamengo vendeu 1 milhão de camisas. Curiosamente, mesmo com um ídolo de classe mundial, o ano mais fraco dos três últimos.

Ainda assim, a média de vendas de camisas do Flamengo no período 2009-2011 foi de espetaculares 1,23 milhão. É carta na manga para negociações. Quanto a 2012, o relatório de vendas não foi passado ao clube pela Olympikus, certamente houve uma queda vultosa. Mas que curiosamente pode ser boa.

No período 2008-09, a torcida parou de comprar material da Nike, gerando a demanda reprimida que culminou nas 1,5 milhão de camisas em seis meses. É bastante possível que o processo esteja se repetindo agora, gerando demanda cavalar para 2013, ano de novas esperanças e da provável chegada da Adidas. Para que isso aconteça, o material teria que ser mesmo Adidas, pela espécie de “fetiche” que a torcida do Flamengo possui com a fornecedora.

Em se confirmando o cenário, eu, Marcos Maciel, estimo que o clube venha a comercializar ao longo de 2013 entre 1,5 mi e 2 milhões de peças.

Brahma — Gavião Louco #gaviaolouco

Foto de campanha do Corinthians

Com o Mundial de Clubes da FIFA, a Brahma criou uma campanha de apoio ao Curintias. Um gavião irá entregar uma mensagem no estádio em que o time está treinando, em Nagoya, através de uma engenhoca acionada remotamente que irá liberar o pergaminho.

Com a tag #GaviaoLouco, a intenção é coletar mensagens dos torcedores via redes sociais, e uma será selecionada para “cair” no estádio. Um outro gavião, por sua vez, enviará uma mensagem para o time adversário.

A criação da campanha é da agência Africa.

Terminou o recreio

Logo do evento Gymnasiade

As Olimpíadas Escolares Mundiais, Gymnasiade 2013, que ocorrerão em Brasília, foram oficialmente lançadas na tarde de ontem. A cerimônia na Asa Sul também marcou a apresentação das mascotes e da logomarca da competição.

A escolha da mascote da Gymnasiade será feita por alunos de escolas da rede pública por meio de voto secreto em cédula. As opções são a Ema, o Tamanduá e o Quati. A escolha começou ontem e vai até sexta-feira. E a logomarca escolhida para representar a Gymnasiade 2013 será o desenho da “Flor do Cerrado”, de Oscar Niemeyer, que aparece na imagem como uma espécie de plataforma para movimentos dos atletas participantes da competição.

O evento, que ocorrerá de 28 de novembro a 04 de dezembro do próximo ano, é organizado a cada quatro anos pela International School Sport Federation (ISF). Nesta edição, contará com apoio da Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE) e estará pela primeira vez na América do Sul. A capital brasileira espera receber cerca de dois mil atletas, de 14 a 17 anos.  As modalidades em disputa serão judô, caratê, xadrez, atletismo e natação, além das ginásticas aeróbica, artística e rítmica.

As sedes das modalidades da Gymnasiade 2013 serão: Ginásio Nilson Nelson (ginástica artística), Complexo Aquático Cláudio Coutinho (natação), Centro de Capacitação Física do Corpo de Bombeiros (atletismo e caratê), Centro de Convenções Ulysses Guimarães (ginástica rítmica, aeróbica e xadrez) e Ginásio do Cruzeiro (judô).

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