Crítica – Thor – O Mundo Sombrio

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Faaaaaala Calangada!

Hoje em dia um filme tem que ter muitos predicados para nos levar ao cinema. Tem que ter uma boa história, grandes atores e etc. Thor – O Mundo Sombrio, tem muitas boas características, porém, a principal delas, é fazer parte de uma obra muito maior, fazer parte de uma nova saga Marvel, que será culminada em Vingadores 2. Ver uma história sendo construídas em filmes, é fantástico, o que leva o espectador a ter maior conhecimento e empatia com todos os personagens antes de ver todos reunidos.

Thor – O Mundo Sombrio, é um filme mais maduro e mais sóbrio do que seu antecessor. Trazendo mais sobre o universo no qual Asgard está imerso, e trazendo mais sobre os outros reinos existentes. A história se passa 2 anos após o primeiro filme. Em decorrência da destruição da Bifrost (Ponte Arco-Irís… Bifrost é um nome bem melhor não?)  Thor (Chris Hemsworth), tem que liderar o exército de Asgard nos esforços de pacificação do 9 Reinos, que sem a intervenção do poder de Odin (Anthony Hopkins) se rebelaram. Já nas primeiras cenas de guerra, podemos ver a mão do diretor Alan Taylor, responsável por grandes episódios das séries Guerra dos Tronos (Como a Guerra de Blackwater) Sopranos e Roma, trazendo algo mais maduro e mais palpável, fazendo um mix de fantasia e idade média, trazendo armaduras menos brilhosas e mais sujas, com pancadarias bem coreografadas. Claro que todo o equilíbrio da batalha se acaba quando Thor surge e o vemos usando dignamente seu Mjolnir (nome do martelo de Thor) espancando sem dó seus oponentes.

Grande parte do filme se passa em Asgard, nisto, podemos conhecer muito mais a respeito do Reino e de seus integrantes, como Odin, Frigga (Rene Russo), os guerreiros amigos de Thor (destaque para Sif, guerreira apaixonada por Thor.) e Heimdall, o responsável pela entrada do Reino de Asgard, indicado no primeiro filme como o único do Reino que Odin teme. O bom, é que podemos ver uma cena fantástica de Heimdall em ação, mostrando que ele realmente é um verdadeiro Badass.

Malekith, é o general dos Elfos Negros, um antiga raça inimiga de Asgard. Vilão que é despertado pela ativação de uma poderosa arma, o Eter. O general acaba sendo ofuscado pela brilhante interpretação de Tom Hiddleston, com o seu incansável Loki, que sempre traz novos sentimentos ao espectador. Após este ser derrotado em Vingadores, Loki é condenado por Odin a sentença máxima nas marsmorras de Asgard. Com o desenrolar do filme, Thor se encontra em um beco sem saída, e necessita da ajuda do irmão (adotado, como lembrado por Thor.). Com isto, vemos novamente a dupla em ação, o que deixa uma grande tensão no ar, quando esperamos uma traição ou travessura de Loki a qualquer momento.

Já no Reino da Terra, temos novamente Jane (Natalie Portman) que ainda sonha com o dia que Thor voltará. As suas pesquisas acabaram levando a sua equipe até um galpão na Inglaterra, onde vários portais dimensionais foram abertos. Tudo isso devido a um alinhamento dos Reinos. Ao ser sugada para um portal dimensional, Jane entra em contato com o Eter, se tornando a portadora da arma. Neste momento, o caminho de Jane e Thor se cruzam novamente, e os dois entram numa corrida contra o tempo para expelir o Eter de Jane, pois, o mesmo se torna cada vez mortal para o corpo de Jane. No último Thor, vimos o herói na Terra como um estranho no ninho, totalmente desconfortável com o ambiente. No segundo filme, vemos o contrário disto. Vemos Jane indo para Asgard. Nisto, temos uma inversão de papéis, onde Jane, é a humana deslocada naquele Universo.

A aventura de Thor se torna muito maior em proporção, tendo como pano de fundo Asgard, Londres e os outros Reinos. A luta final contra o vilão Malekith é frenética, trazendo o elemento dos portais dimensionais na luta. A fita traz novamente o bom humor característico dos filmes da Marvel, com piadas em momentos precisos que trazem um bom equilíbrio a fita.

Acima de tudo, Thor, é divertido, assim como deve ser todo filme de quadrinhos. Com um bom roteiro, uma ótima direção e com porradarias fantásticas, que deixam o espectador de queixo caído. Thor mostra que o universo Marvel está caminhando para algo maior, e que, se tudo der certo, cabeças vão explodir em Vingadores 2 (assim como a minha explodiu em Vingadores.). Ainda espero este tipo de diversão nos próximos filmes da DC. Embora sejam bons filmes, ainda se levam muito a sério. Já a Marvel é mais engraçada, divertida e te faz ver um filme despreocupado, sem estar muito ligado aos dramas profundos dos heróis. Até certo ponto, e com um bom equilíbrio, isto acaba se tornando positivo.

Se tiver a chance, veja no cinema e, acima de tudo, divirta-se!

NOTA: 8,5 Calangos.

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Profile photo of Digão BacelarDesigner Gráfico, amante de games, cinema, livros e revistas em quadrinho. Procurando sempre diversão em todas as mídias. Calango de Brasília, apaixonado por essa linda cidade!

5 Responses to Crítica – Thor – O Mundo Sombrio

  1. Rafael Eid 20 de novembro de 2013 at 13:20 #

    hey, muito bem colocado!! gostei da análise, faça mais sobre outros filmes! :)

    • Profile photo of Digão Bacelar
      Digão Bacelar 20 de novembro de 2013 at 19:47 #

      Valeu Rafa, o próximo é Em Chamas, Jogos Vorazes!
      Abração e obrigado pelo comentário!

  2. Profile photo of Paulo Ricardo Santos de Oliveira
    Paulo Ricardo Santos de Oliveira 20 de novembro de 2013 at 16:57 #

    Digão…achei o filme nota 20 de 10!! O Pedro (meu filho de 5 anos) ficava parado atônito, e de repente, como o Mjolnir, do nada berrava de alegria das porradas do Thor e seu martelo. Em minha opinião é o melhor filme da série Vingadores. Não que os outros sejam ruins…mas o Thor me surpreendeu. Meu medo é essa história do Ultron não estar vinculado ao Homem-formiga, que é outro filme que parece que será fodástico!!!!

    • Profile photo of Digão Bacelar
      Digão Bacelar 20 de novembro de 2013 at 19:52 #

      Valeu Ricardo! Parece que o Ultron será criação do Tony Stark. Vamos ver, mas, estamos numa boa levada de filmes! Grande abraço!!!

  3. Profile photo of Paulo Ricardo Santos de Oliveira
    Paulo Ricardo Santos de Oliveira 20 de novembro de 2013 at 19:56 #

    Pois é…mas acabei de ler também que por questões autorais…o nome de Magneto não poderá ser citado em Vingadores 2. E Mercúrio e Feiticeira Escarlate já estão confirmados, e terão sua história reinventada…apreensão!!!

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