Como Consumimos o Entretenimento?

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Eduardo Santos curti este post

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Faaaala Calangada!

Já parou para pensar como apreciamos uma obra de entretenimento? Pode ser um quadrinho, um filme, um game, um livro, uma música e etc… O que faz diferença para você em uma obra? Será que é o modo de contar a história? Os personagens da trama? A ação? As cores? Os instrumentos envolvidos? Entre estes, temos vários aspectos para julgar.

Porque estou falando disto? Neste fim de semana assisti um filme com a minha esposa. Drive. Este filme é baseado no livro de mesmo nome que conta a história de um “driver”. O que ele faz? Dirige (I Drive). O nome do personagem não é citado em nenhuma parte da obra, ou seja, ai já temos um diferencial. Nos créditos ele é conhecido apenas como “Driver”.

Qual é a deste filme? Um Velozes e Furiosos? Não. Ele é um filme mais cerebral, quase um Tarantino sem ação. Os personagens se comunicam entre si mais como um olhar, um gesto. A história é contada com a câmera, com a iluminação, com a fotografia do filme em si (O que é um show a parte.) e com a atuação dos atores. O filme não tem muita explicação. É parado em alguns momentos, alternando para brutal e algumas vezes emocionante. Quando a ação começa, você toma um susto, nem vê de onde vêm o tiro. Um filme mais real, que vale a pena ser visto, nem que seja para você poder falar que não gostou. A minha esposa, por exemplo, não gostou. Normal.

O filme me fez refletir que devemos aproveitar mais as experiências que o entretenimento tem a nos passar. As vezes temos que ver um filme várias vezes para podermos captar todas as nuances que o criador da obra pensou, toda a intensidade de um personagem, toda a lição que aquilo pode trazer para você. Sabe quando você acaba uma obra, e de repente, volta para o mundo? E acha até estranho? Se isto acontece muito com você, significa que tem escolhido obras de seu interesse, que te dão um grande poder de imersão. Tenho visto quais obras me fazem sentir isto, e se encontro, procuro mais daquilo.

Baseado em tudo que eu falei, temos a mania de criticar obras que não gostamos. (O Eduardo Santos sempre me ouve falando mal de pagode, mas é apenas para zoar ele. Vou respeitar mais esta “obra” Hahahaha). Falei de Velozes e Furiosos, uma franquia enorme. O filme que mais gosto de todos os 5 (Já vai sair o 6 e há contrato para o 7), é o mais criticado. Tokyo Drift, o terceiro filme. Porque? Simplesmente porque me divirto mais com ele. Acho que o personagem tem uma crescente fantástica, saindo de um moleque para um homem no topo da montanha. Os carros são mais maneiros, as manobras mais fantásticas e etc. Isto é entretenimento. Ele pode ser mais raso, como Tokyo Drift e ele pode ser mais completo e cerebral como Drive. O que importa é o que te faz bem, o que te faz feliz, o que te empolga e diverte.

Então, para finalizar, independente da obra que esteja no mercado, procure conhece-lá melhor para critica-lá. As vezes, por apenas ouvir a maioria das opiniões, pode estar perdendo uma experiência de entretenimento muito boa, que poderia trazer horas de diversão para você. A indicação deste post é: Vejam Drive, e se não viram Tokyo Drift, vejam também. Se viu os dois, vejam de novo e preste atenção nas pequenas nuances do filme. Isto pode transformar o modo de como você consome entretenimento.

Antes de ir, uma menção especial de Drive. Que trilha Sonora!!! Duas músicas que estou ouvindo em looping!

College feat. Electric Youth – A Real Hero

 

Kavinsky & Lovefoxxx – Nightfall 

 

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Profile photo of Digão BacelarDesigner Gráfico, amante de games, cinema, livros e revistas em quadrinho. Procurando sempre diversão em todas as mídias. Calango de Brasília, apaixonado por essa linda cidade!

3 Responses to Como Consumimos o Entretenimento?

  1. Felipe 16 de maio de 2013 at 19:11 #

    Drive é SENSACIONAL, um dos melhores filmes que já assistem e dos que já assisti mais de uma vez.. Deu vontade de assistir denovo. Tokyo Drift eu gostei (mais do meio pro final do filme), mas não tanto pelo filme em si, gostei mais pelo que ele adicionou a franquia, pois assim como o Velozes 5 o Velozes 3 inovou. O 5 foi criticado por apostar mais na Ação e o 3 por mudar o protagonista e deixar a história meio “karate-kid” (rs) mas não decepcionou, porque mostrou o Toretto (spoiler detected) e adicionou um cara a franquia que eu acho um dos mais fodas, o Han (Sung Kang).

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